Uma audiência pública foi marcada para terça-feira (19) em Belém, reunindo restaurantes interessados em operar na alimentação da COP30. A medida ocorre após errata divulgada no sábado (16), que confirmou a inclusão de pratos tradicionais paraenses como açaí, tucupi e maniçoba no evento.
SECOP e OEI, responsáveis pela organização, destacam que a participação de produtores locais será priorizada, reforçando o compromisso com a gastronomia amazônica.
Critérios para participação e cardápio
Segundo o edital divulgado, a seleção dos restaurantes para a COP30 priorizará cooperativas, associações e grupos produtivos locais. Também terão preferência povos indígenas, comunidades quilombolas, mulheres rurais e juventudes do campo. Agricultores familiares deverão fornecer pelo menos 30% dos insumos utilizados pelos restaurantes do evento.
O cardápio oficial da conferência é definido pela Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), mas precisa seguir as normas da Vigilância Sanitária. A OEI informou que ajustes poderão ser feitos para garantir tanto a diversidade de alimentos quanto a segurança dos participantes.
As orientações alimentares estabelecidas se aplicam exclusivamente às áreas da COP30, não afetando outros pontos de Belém ou do Pará.
A realização da audiência pública, segundo a SECOP e a OEI, reforça o compromisso de garantir uma participação inclusiva e dar visibilidade à gastronomia amazônica nas áreas oficiais do evento. Inicialmente, itens como açaí, tucupi e maniçoba haviam sido proibidos como medida sanitária, mas a errata publicada no sábado (16) reverteu a decisão, permitindo a presença desses pratos típicos.
Os organizadores destacam que a iniciativa busca valorizar os produtores locais e promover a cultura alimentar regional durante a conferência, respeitando as exigências sanitárias e os critérios do edital. A expectativa é que a COP30 seja uma vitrine para a culinária do Pará, fortalecendo a identidade local diante de um público internacional.