O agente do ChatGPT foi testado pelo g1 para realizar tarefas como reservar restaurante e fazer compras online. O sistema demonstrou agilidade em processos simples, mas cometeu erros ao insistir em ações sem sucesso, como tentar reservar em datas indisponíveis. Apesar das limitações, a ferramenta mostrou potencial para economizar tempo em atividades cotidianas.
Como funciona o agente do ChatGPT
Os agentes do ChatGPT utilizam inteligência artificial para executar tarefas específicas, como reservas e compras, interagindo diretamente com sites e serviços online. Para ativar o modo agente, é preciso habilitar a função nas ferramentas do ChatGPT e digitar a solicitação desejada. O sistema então abre um navegador integrado, navega por sites, clica em botões e registra cada ação com capturas de tela. O processo é interrompido quando encontra formulários que exigem dados pessoais, como e-mail ou cartão de crédito, momento em que o usuário deve assumir o preenchimento.
O agente não consegue resolver Captchas e, ao enfrentar obstáculos, exibe mensagens explicando suas tentativas, como “O botão de compra está indisponível. Vou recarregar a página para tentar concluir”. O sistema também apresenta as opções encontradas e solicita confirmação do usuário antes de finalizar tarefas sensíveis.
Testes práticos: acertos e erros
Nos testes do g1, o agente conseguiu reservar um restaurante em São Paulo após algumas tentativas, mas insistiu por 14 minutos em uma data sem disponibilidade, enquanto o mesmo processo manual levou apenas 1 minuto e 43 segundos. Em compras online, o agente pesquisou preços e reputação das lojas, mas não identificou de imediato opções mais baratas em supermercados, levando 33 minutos para concluir a compra de dois itens simples devido à indisponibilidade inicial.
Em outro teste, o agente buscou ingressos para o passeio no The Jacobite Train na Escócia, mas, diante da falta de disponibilidade, sugeriu pacotes turísticos alternativos, demonstrando alguma capacidade de adaptação.
Limitações atuais e desafios de segurança
Apesar do potencial para agilizar tarefas, o agente do ChatGPT ainda apresenta limitações, como insistência em caminhos sem saída e dificuldades em compreender contextos complexos. A IA não preenche automaticamente dados sensíveis, o que é positivo para a segurança, mas levanta dúvidas sobre a transparência da OpenAI quanto ao uso dessas informações, já que não há confirmação pública sobre a coleta de dados.
Recentemente, conversas de usuários com o ChatGPT foram indexadas pelo Google, expondo informações pessoais em cerca de 4.500 links, segundo o site Fast Company. A OpenAI afirmou ter resolvido o problema. O desenvolvimento contínuo da ferramenta promete avanços, mas ainda exige acompanhamento atento de privacidade e precisão.
Perspectivas para o futuro
O agente do ChatGPT representa uma nova fase da IA, com potencial para automatizar tarefas demoradas e facilitar o dia a dia, especialmente para assinantes. Empresas como Google e Microsoft também investem em soluções semelhantes. No entanto, recomenda-se que usuários revisem manualmente compras e reservas para evitar erros e informações equivocadas, já que a ferramenta ainda não substitui totalmente a análise humana.