O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (14) um lucro líquido ajustado de R$ 3,784 bilhões no segundo trimestre, representando uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam um lucro de R$ 5 bilhões, segundo dados da LSEG.
Resultados abaixo do esperado e revisão de projeções
O desempenho do Banco do Brasil no segundo trimestre surpreendeu negativamente investidores e analistas. O lucro líquido ajustado divulgado ficou bem aquém das estimativas compiladas pela LSEG, que apontavam para R$ 5 bilhões no período. O banco também atualizou suas estimativas para 2025, após tê-las suspendido em maio. Agora, o lucro líquido ajustado previsto está entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões, enquanto antes da suspensão, a expectativa era de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões.
Além disso, em fato relevante ao mercado, o banco revisou o payout para 2025 para 30%, ante o intervalo anterior de 40% a 45%. O payout representa a porcentagem do lucro distribuída aos acionistas como dividendos.
Repercussão no mercado e histórico recente
A divulgação dos números do segundo trimestre era aguardada com ansiedade pelos investidores, especialmente após o resultado do primeiro trimestre ter sido considerado “pior do que se temia” por analistas do BTG Pactual. No início do ano, o banco apresentou lucro líquido ajustado de R$ 7,37 bilhões, pressionado pelo aumento da inadimplência na carteira de agronegócios e novas regras contábeis.
Na ocasião, o Banco do Brasil suspendeu várias previsões sobre o desempenho para 2025, incluindo a projeção de lucro. O impacto foi imediato: as ações do banco chegaram a cair quase 15% no primeiro pregão após a divulgação do balanço. Desde então, diante de revisões de perspectivas e novos ruídos envolvendo dados do Banco Central sobre o setor, os papéis do banco acumulam uma perda superior a 30%.