Política

Xi Jinping afirma que China e Brasil podem liderar autossuficiência global

Presidente chinês destaca parceria estratégica com Brasil em meio a desafios geopolíticos e aumento de tarifas dos EUA

O presidente da China, Xi Jinping, declarou nesta terça-feira (12) que a parceria com o Brasil pode se tornar referência mundial em autossuficiência. O discurso ocorreu em evento bilateral, ressaltando cooperação para enfrentar desafios econômicos e geopolíticos.

Xi Jinping também conversou por telefone com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (11), abordando relações bilaterais, multilateralismo e resposta ao aumento de tarifas dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Parceria estratégica e cooperação internacional

No evento bilateral, Xi Jinping afirmou que a colaboração entre China e Brasil tem potencial para fortalecer a estabilidade econômica global e promover o desenvolvimento sustentável. O presidente chinês enfatizou a importância da autossuficiência diante das tensões comerciais e incertezas geopolíticas, destacando a necessidade de garantir segurança alimentar, energética e tecnológica.

Xi defendeu que os dois países devem trabalhar juntos para fortalecer cadeias produtivas, ampliar o comércio bilateral e contribuir para a estabilidade global. Segundo ele, a parceria pode tornar-se símbolo de unidade entre as principais nações do Sul Global e ajudar na construção de um mundo mais justo e sustentável.

Conversa entre Xi Jinping e Lula

Na segunda-feira (11), Xi Jinping conversou por telefone com Lula, em ligação de cerca de uma hora, segundo a agência estatal chinesa Xinhua e o Planalto. O diálogo tratou de relações bilaterais, conjuntura internacional e defesa do multilateralismo. Ambos concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na promoção dessas agendas.

Xi destacou que as relações entre China e Brasil vivem seu melhor momento histórico, com avanços no alinhamento de estratégias de desenvolvimento. O líder chinês afirmou que Pequim apoia o povo brasileiro na defesa da soberania nacional e conclamou países a se unirem contra o unilateralismo e protecionismo.

Repercussão e próximos passos

O Planalto informou que os chefes de Estado discutiram a parceria estratégica bilateral e saudaram avanços em programas nacionais de desenvolvimento. Eles se comprometeram a ampliar a cooperação em setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites.

Xi Jinping ressaltou o papel do BRICS como plataforma-chave para o Sul Global e parabenizou o Brasil pelo sucesso da cúpula do bloco. Ele sugeriu que os países continuem enfrentando desafios globais, garantam o êxito da COP 30 em Belém e promovam esforços de paz, citando a crise ucraniana.

Lula destacou a importância das relações com a China e o desejo de aprofundar o alinhamento estratégico, elogiando a postura chinesa em defesa do multilateralismo e do livre comércio. O presidente brasileiro também reafirmou a defesa da soberania nacional em relação aos EUA.

Durante agenda no Palácio do Planalto, Lula afirmou que o Brasil precisa manter sua soberania diante de um cenário internacional hostil. Paralelamente, o governo prepara medidas de resposta ao tarifaço anunciado por Donald Trump, estudando ações de reciprocidade e buscando preservar negociações com Washington.

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