Política

Senado aprova medida provisória para reavaliação de benefícios e redução da fila no INSS

Nova medida cria programa de gerenciamento de benefícios com revisão periódica e remuneração extra a servidores

O Senado aprovou nesta terça-feira (12) a medida provisória que institui o Programa de Gerenciamento de Benefícios no INSS. O objetivo é reavaliar benefícios e reduzir a fila de espera dos segurados.

A iniciativa prevê revisão periódica dos benefícios, análise documental e perícia médica, além de remuneração extraordinária para servidores. O programa terá duração de um ano, prorrogável até dezembro de 2026.

Dados de dezembro de 2024 apontam mais de dois milhões de requerimentos aguardando análise no INSS, reflexo de greves e falta de documentação.

Funcionamento do programa de reavaliação

O Programa de Gerenciamento de Benefícios permitirá ao INSS revisar periodicamente benefícios previdenciários e assistenciais, com o objetivo de identificar irregularidades e garantir que os recursos sejam destinados a quem tem direito. A reavaliação será feita por análise documental e, quando necessário, perícia médica.

O texto da medida provisória foi apresentado em abril e precisava ser votado até esta terça-feira para não perder validade. A regulamentação será definida por portaria interministerial entre o Ministério da Gestão e o Ministério da Previdência Social.

A relatora, senadora Zenaide Maia (PSD-RN), acatou três das 31 emendas apresentadas. Dentre as alterações, destacam-se a divulgação periódica de metas e resultados do programa, além da publicação trimestral de informações detalhadas sobre processos analisados, perícias realizadas, valores economizados, tempo médio de atendimento e impacto social estimado.

Remuneração extraordinária aos servidores

O programa prevê remuneração extra aos servidores: R$ 68 por processo concluído e R$ 75 por perícia ou análise documental terminada. A remuneração será paga apenas a servidores que não estejam em greve ou compensando horas, e depende de autorização orçamentária anual, o que pode limitar sua efetividade.

Serão priorizados processos com prazos expirados (judiciais ou acima de 45 dias), avaliações sociais do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e serviços médico-periciais em unidades com deficiência de atendimento.

Impactos e histórico da fila do INSS

No início de dezembro de 2024, mais de dois milhões de requerimentos por benefícios sociais e previdenciários aguardavam análise, segundo dados do governo. O aumento da fila se deve principalmente à greve de servidores no segundo semestre de 2024, à falta de documentação e a pedidos refeitos após negativa.

Em julho de 2023, o governo lançou um programa para cumprir a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acabar com a fila do INSS. A medida permitia deslocar funcionários para unidades com maior carência e autorizava bônus de produtividade a servidores e médicos peritos.

De acordo com o INSS, nos primeiros oito meses desse programa, a fila caiu de 1,8 milhão para pouco mais de 1,3 milhão de pedidos. No entanto, voltou a crescer a partir de julho de 2024, atingindo quase 2 milhões em novembro de 2024.

O novo programa aprovado pelo Senado busca retomar o controle da fila, aumentar a eficiência e garantir a sustentabilidade financeira da Previdência Social.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Fila do INSS recua 400 mil em março, mas segue no mesmo patamar de um ano atrás

Lula anuncia meta do INSS para zerar fila de benefícios até setembro

INSS reduz fila para 1,8 milhão e atinge menor nível em 21 meses

Fila de espera do INSS cai 74% e governo mira zerá-la até setembro

CPI aprova convocação de ex-presidentes do INSS para explicar filas

Quase 1 milhão aderem ao acordo de ressarcimento do INSS e pagamentos iniciam amanhã