O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, participou nesta quarta-feira (6) de uma audiência pública na Câmara para debater os preparativos da cúpula do clima da ONU, marcada para novembro em Belém, Pará.
O encontro abordou desafios como a escassez de leitos hoteleiros, altos custos de hospedagem e obras atrasadas na cidade, que recebe delegações internacionais em menos de 100 dias.
O governo brasileiro busca soluções para os problemas, que já impactam a participação de autoridades estrangeiras no evento.
Desafios logísticos e custos elevados
A menos de 100 dias do início da COP30, Belém enfrenta problemas significativos para acomodar as delegações internacionais. Entre os principais desafios estão a escassez de leitos hoteleiros e o alto custo da hospedagem. O site oficial do evento lista casas e motéis com diárias a partir de R$ 1,1 mil, enquanto plataformas privadas apresentam valores ainda mais elevados.
Esses preços têm repercussões diretas: o presidente da Áustria cancelou sua participação devido aos altos custos da viagem. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reconheceu que os preços em Belém “realmente estão muito acima do que de outras COPs”, mas afirmou que o governo brasileiro está buscando uma solução para a questão.
Posicionamento oficial e contexto internacional
Durante o evento no Senado, Corrêa do Lago destacou que a conferência será um momento para ajustar desafios, citando a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Apesar das críticas e da pressão para mudança de local, ele exaltou Belém como sede da COP30, sem mencionar diretamente a crise de infraestrutura.
Eventos paralelos e articulação regional
Além da audiência pública na Câmara, o Congresso sediou nesta quarta-feira (6) a II Cúpula Parlamentar de Mudança Climática e Transição Justa da América Latina e do Caribe. O evento reuniu parlamentares da região para alinhar estratégias conjuntas para a COP30.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável foi responsável pela organização da audiência, reforçando o papel do Legislativo brasileiro na preparação do evento. A expectativa é que as discussões avancem para garantir condições adequadas para receber as delegações e fortalecer o protagonismo do Brasil nas negociações climáticas internacionais.