Uma comitiva do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas (UNDSS) aprovou os planos de segurança, saúde e mobilidade para a COP 30, marcada para novembro em Belém.
O aval foi concedido após reuniões e inspeções entre os dias 6 e 8, com participação de representantes federais, estaduais e municipais.
Os locais da conferência, hospedagens, sistemas de transporte e estruturas de saúde foram vistoriados, incluindo o Parque da Cidade, sede principal do evento.
Segurança
Durante as reuniões, além dos governos federal, estadual e municipal, participaram representantes das forças de segurança e da própria comitiva da COP. A operação de segurança contará com mais de 10 mil agentes e militares em atuação integrada.
Entre as instituições envolvidas estão: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Gabinete de Segurança Institucional, Exército, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel). Muitos desses profissionais já estão em treinamento específico para o evento.
Mobilidade e hospedagem
O plano de mobilidade prevê bloqueios e liberações em vias estratégicas, barreiras de fiscalização e rotas exclusivas para comboios de chefes de estado, incluindo o presidente Lula.
Serão disponibilizados mais de 240 ônibus exclusivos para o público com destino ao Parque da Cidade, onde funcionará a Blue Zone. Atualmente, não há linhas de ônibus específicas para o local, e o acesso é feito a pé, de carro, por aplicativo ou linhas comuns.
O Parque da Cidade, aberto em junho, será fechado na próxima semana para preparação da COP 30. O trânsito local já registra fluxo lento nos acessos ao parque.
Para os cerca de 5 mil participantes hospedados em navios cruzeiros ancorados no Porto de Outeiro, haverá transporte dedicado com cerca de 100 veículos. O terminal está a 20 quilômetros do Parque da Cidade, e Belém não é rota turística usual de cruzeiros.
A hospedagem segue como ponto de atenção devido à alta demanda e preços elevados. O presidente da Áustria cancelou participação na COP 30, citando os custos como motivo. O governo brasileiro busca reverter a situação.
Saúde
A rede de atendimento para a COP 30 incluirá hospitais regionais, prontos-socorros, unidades privadas e protocolos especiais do samu para garantir respostas rápidas. Entre as unidades citadas pelo governo federal estão: Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo (PSRM), Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, Hospital da Mulher do Pará e rede privada próxima ao Parque da Cidade e ao Porto de Outeiro.
A preocupação com o atendimento de saúde é compartilhada por moradores e autoridades. A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Pará cobraram medidas da prefeitura de Belém após o anúncio de que o ‘PSM da14’, importante unidade de saúde, ficará fechado para reformas durante o evento.
Em agosto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou investimentos federais para melhorar o atendimento geral em Belém durante a realização da COP 30.