Meio ambiente

Presidente da COP30 destaca saída dos EUA do Acordo de Paris e prevê ajustes na conferência

André Corrêa do Lago afirma que evento em Belém será crucial para redefinir metas climáticas diante de desafios internacionais

André Corrêa do Lago, presidente da COP30, ressaltou nesta quarta-feira (6) a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris como um desafio para as negociações climáticas. Ele afirmou que a conferência, marcada para novembro de 2025 em Belém, será um momento de ajuste e fortalecimento dos compromissos ambientais entre as nações.

O evento enfrenta pressões por mudanças de sede devido aos altos preços de hospedagem, mas o governo do Pará busca soluções para garantir a realização da cúpula na capital paraense.

Desafios e expectativas para a COP30

Durante evento no Senado, André Corrêa do Lago destacou que a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris representa um desafio significativo para o avanço das negociações climáticas globais. Ele enfatizou a importância da conferência para ajustar metas e compromissos, visando fortalecer a luta contra as mudanças climáticas.

Segundo Corrêa do Lago, a COP30 será uma oportunidade para os países revisarem suas estratégias e reforçarem compromissos ambientais, especialmente diante das dificuldades políticas e econômicas atuais. O presidente da conferência defende um diálogo aberto e construtivo, com foco na implementação efetiva das ações previstas no Acordo de Paris.

Pressão internacional e hospedagem em Belém

Delegações estrangeiras têm pressionado pela mudança da sede da COP30, motivadas pelos altos preços cobrados por hotéis em Belém durante o evento. O governo do Pará e representantes do setor hoteleiro se reuniram para discutir a criação de novos leitos e revisar os valores das diárias. Um mapeamento de hospedagens foi realizado para auxiliar na fiscalização e garantir melhores condições aos participantes.

Corrêa do Lago reiterou a “importância da presença em Belém” e convidou diplomatas e parlamentares a participarem da cúpula no coração da Amazônia.

Convites e repercussão internacional

A declaração do embaixador ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que pretende convidar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a COP30. Lula destacou que fará o convite pessoalmente, buscando ouvir a posição de Trump sobre a questão climática. “Vou ligar para ele, para o Xi Jiping, para o Narendra Modi. Só não vou ligar para o Putin, porque o Putin não está podendo viajar. Vou ligar para vários presidentes”, disse Lula.

O presidente brasileiro reforçou que, caso Trump não compareça, não será por falta de convite ou cordialidade. A expectativa é de que a COP30 em Belém reúna lideranças globais e promova avanços nos compromissos ambientais, apesar dos desafios logísticos e políticos enfrentados pela organização do evento.

O governo do Pará segue articulando soluções para garantir infraestrutura adequada e receber delegações internacionais, reafirmando a importância estratégica da Amazônia no debate climático mundial.