O PT realiza, a partir desta sexta-feira (1º), um evento em Brasília para discutir eleições e alianças para 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da programação no domingo (3), quando Edinho Silva tomará posse como novo presidente da sigla.
O encontro, que vai até domingo, resultará em um documento com diretrizes para os próximos quatro anos, destacando desafios da candidatura de Lula à reeleição e a necessidade de uma ampla aliança política e social.
Debates estratégicos e diretrizes para 2026
O evento do PT, que ocorre em Brasília, tem como objetivo central definir as diretrizes de atuação da legenda até 2026. O texto final do encontro deve defender a formação de uma ‘ampla aliança’ de partidos e movimentos sociais para fortalecer a candidatura de Lula à reeleição. Além disso, há cobranças por mudanças na comunicação do governo e maior diálogo com evangélicos e católicos.
O partido também pretende condenar decisões recentes do governo dos Estados Unidos, que impuseram uma sobretaxa de 50% a produtos brasileiros, e criticar sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. O evento termina com a posse do novo presidente do PT, Edinho Silva, e a participação de Lula.
O retorno de José Dirceu
Uma das novidades do encontro é a confirmação do retorno do ex-ministro José Dirceu à direção nacional do PT. Segundo Edinho Silva, Dirceu ocupará uma vaga da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) no diretório nacional. Após ter voltado a ser elegível por decisão do STF, Dirceu articula uma candidatura à Câmara em 2026 e volta a ser figura central nas discussões internas do partido.
Foco em alianças e comunicação
O novo presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o maior desafio do partido é garantir a reeleição de Lula, considerada “crucial” pela tese defendida pela direção. O texto-base aponta que o sucesso depende da criação de uma “ampla frente democrática” e de um movimento popular que vá além do campo político tradicional, envolvendo pessoas comuns que defendam a liberdade e a democracia.
A proposta da ala dominante do PT indica que as alianças devem incluir grupos que não necessariamente são de esquerda. O partido também quer fortalecer o diálogo com católicos e evangélicos e melhorar a comunicação do entorno de Lula com a sociedade, superando a publicidade oficial. Há ainda uma cobrança para que o PT participe do debate sobre segurança pública, reconhecendo que o tema exige uma nova abordagem.
Críticas a Trump e solidariedade à Palestina
A tese partidária deve incorporar críticas às sanções de Donald Trump contra o Brasil e ao conflito na Faixa de Gaza, que o partido classifica como “genocídio”. Na abertura do encontro, está previsto um ato em apoio ao povo palestino.