A Polícia Federal monitorava a deputada Carla Zambelli na Itália desde junho. Informações repassadas por agentes brasileiros permitiram à polícia italiana localizá-la em Roma, onde foi presa na terça-feira (29).
Zambelli mudava de endereço para evitar ser descoberta. O monitoramento não foi contínuo, segundo fonte envolvida na operação.
Monitoramento e operação
Desde junho, a Polícia Federal acompanhava os passos de Carla Zambelli na Itália. O adido da PF no país descobriu, no dia 13 de junho, que a deputada estava hospedada em uma pensão junto a outras famílias. A partir dessa informação, a polícia italiana foi acionada, com a expectativa de que a prisão ocorresse em poucas horas.
Porém, a operação não foi realizada imediatamente devido à delicadeza política do caso. A polícia italiana optou por agir com cautela, consultando o Ministério Público e a Justiça antes de avançar. Durante esse período, Zambelli continuou sob o radar das autoridades brasileiras, mas evitava ser localizada mudando de endereço com frequência.
Uma fonte da PF envolvida na operação afirmou: “Não foi possível monitorar o tempo todo, 24 horas. Então, não sabemos em quantos lugares ela se abrigou, mas com certeza mudava de endereço”.
O caso ganhou destaque pela colaboração entre as autoridades brasileiras e italianas, que foi fundamental para o desfecho da prisão. O monitoramento da Polícia Federal foi essencial para fornecer informações precisas sobre a localização da deputada, apesar das dificuldades impostas pelas constantes mudanças de endereço.
A cautela das autoridades italianas, que consultaram instâncias superiores antes de agir, demonstra a complexidade política do episódio. A repercussão do caso pode influenciar futuras cooperações internacionais em situações semelhantes, evidenciando a importância do intercâmbio de informações entre polícias de diferentes países.