Economia

Tarifas de Trump atingem quase 75 por cento das importações alimentícias dos EUA em 2024

Estudo da Tax Foundation aponta impacto das tarifas sobre alimentos importados e risco de inflação nos Estados Unidos

Um levantamento da Tax Foundation divulgado nesta segunda-feira (28) mostra que 74% dos produtos alimentícios importados pelos Estados Unidos em 2024 estão sujeitos às tarifas impostas por Donald Trump. Essas taxas variam de 10% a 30%, podendo chegar a 50% para países como o Brasil a partir de agosto.

O estudo destaca que as tarifas podem afetar mais de 80 países e pressionar a inflação norte-americana, já que a produção local não supre a demanda por itens como banana e café.

Detalhes do estudo e abrangência das tarifas

Segundo o levantamento da Tax Foundation, os Estados Unidos importaram cerca de US$ 221 bilhões em produtos alimentícios em 2024, sendo US$ 163 bilhões (74%) sujeitos às tarifas do governo Trump. A organização, que atua há mais de 80 anos analisando impostos globalmente, explica que as tarifas atualmente variam entre 10% e 30%.

Com a possibilidade de tarifas recíprocas entrando em vigor em 1º de agosto, alguns países, como o Brasil, podem enfrentar sobretaxas de até 50%. O relatório indica que as tarifas sobre importações dos EUA devem aumentar para mais de 80 países nessa data, ampliando o impacto sobre o setor alimentício.

Impacto sobre produtos específicos

O estudo, assinado por Alex Durante e Rebecca Walker, destaca que, embora a atenção se concentre nos bens manufaturados, as tarifas também incidem fortemente sobre alimentos. “Cerca de 71% das importações de produtos dos EUA já enfrentam as tarifas mínimas de 10% do presidente Trump”, aponta o texto.

Consequências para consumidores e inflação

O documento ressalta que a produção doméstica dos EUA não é suficiente para suprir a demanda por diversos alimentos importados, o que pode elevar os preços ao consumidor. Um exemplo citado é o das bananas: em 2023, os EUA importaram mais de US$ 2 bilhões em bananas, principalmente da Guatemala e outros países da América Central. Como a produção local é limitada a poucas regiões, uma tarifa sobre a importação resultaria em preços mais altos para os consumidores americanos.

No caso do café brasileiro, que pode ser alvo de uma sobretaxa de 50%, o estudo destaca o perfil de sabor único do produto, impossível de ser replicado nos EUA. “Alguns consumidores podem optar por pagar o preço de importação mais alto pelo café brasileiro, em vez de trocar por outro tipo”, afirma o relatório da Tax Foundation.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Secretário dos EUA sugere tarifa zero para café e outros produtos não cultivados no país

Tarifa dos EUA pode causar prejuízo bilionário ao setor de suco de laranja brasileiro

Tebet afirma que impasse sobre tarifaço envolve mais Moraes do que Lula

Tarifa de 50 por cento nos Estados Unidos ameaça exportação de carne bovina do Brasil

Lula afirma que tentou diálogo com Trump e critica falta de resposta dos EUA

Relação comercial do Brasil com a Rússia pode acirrar tensão com os Estados Unidos