Economia

Trump impõe tarifa de 50 por cento e setor agro brasileiro projeta perdas bilionárias

CNA calcula prejuízo de 5,8 bilhões de dólares com sobretaxa nas exportações para os Estados Unidos a partir de agosto

A partir de 1º de agosto, produtos do agro brasileiro enfrentarão uma sobretaxa de 50% para entrar nos EUA, conforme decisão de Donald Trump.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a medida pode causar perdas de até US$ 5,8 bilhões nas exportações nacionais.

Entre os setores mais afetados estão sucos, carne bovina, café, açúcar de cana e etanol.

Impacto da tarifa sobre os principais setores

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que a nova tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre mercadorias brasileiras resultará em perdas expressivas para o agronegócio nacional. O valor total das perdas pode chegar a US$ 5,8 bilhões em vendas para os Estados Unidos.

O setor de sucos enfrenta o cenário mais crítico, podendo perder completamente o mercado norte-americano, o que representaria um prejuízo de US$ 795 milhões em faturamento anual. Já a indústria de carne bovina pode registrar perdas de US$ 671 milhões, enquanto o segmento do café pode deixar de faturar US$ 481 milhões.

Outros setores também serão afetados: o de açúcar de cana pode perder US$ 620 milhões e o de etanol, US$ 152 milhões. A entrada em vigor da tarifa está marcada para 1º de agosto, ampliando a preocupação entre produtores e exportadores brasileiros.

A medida anunciada por Donald Trump tem potencial para alterar significativamente o fluxo de exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos. A CNA alerta que, caso a sobretaxa se mantenha, a competitividade dos produtos nacionais será fortemente prejudicada, podendo levar à busca de novos mercados ou à retração de setores inteiros, como o de sucos.

Especialistas do setor avaliam que a imposição da tarifa pode desencadear negociações diplomáticas e até retaliações comerciais. Produtores rurais e indústrias já discutem estratégias para mitigar os impactos, incluindo a diversificação de destinos e a revisão de contratos internacionais.

A expectativa é que, até a entrada em vigor da tarifa, haja tentativas de diálogo entre governos e entidades do setor para buscar alternativas e minimizar os prejuízos estimados.

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