A aviação civil brasileira registrou crescimento de 10% no primeiro semestre de 2025, atingindo 61 milhões de passageiros transportados, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil.
O aumento reflete a retomada econômica e maior confiança do consumidor, com destaque para o desempenho das companhias aéreas e dos principais aeroportos do país.
Crescimento do setor e desempenho das companhias
De janeiro a junho de 2025, a aviação comercial brasileira transportou 61,8 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. O levantamento, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base no Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil, destaca que o crescimento foi impulsionado pela recuperação econômica e maior confiança dos consumidores em viajar.
As principais companhias aéreas brasileiras ampliaram suas operações, com destaque para a expansão da malha doméstica. Os voos internacionais transportaram 13,8 milhões de turistas, crescimento de 15,3%. Já os voos nacionais tiveram alta de 8,6%, ultrapassando 40 milhões de passageiros.
Movimentação nos principais aeroportos
Entre os dez maiores aeroportos do país, o terminal Galeão, no Rio de Janeiro, liderou o crescimento, saltando de 6,5 milhões de passageiros em 2024 para 8,2 milhões em 2025. O aeroporto internacional de Confins, em Belo Horizonte, teve alta de 15%, com 6,2 milhões de passageiros. O maior terminal do Brasil, Guarulhos, em São Paulo, cresceu 8% e movimentou quase 22 milhões de viajantes. O aeroporto de Brasília, apesar de perder uma posição no ranking, registrou alta de 7,6%, com mais de 7,5 milhões de passageiros, melhor resultado desde 2019.
Perspectivas para o segundo semestre e projeções
Especialistas apontam que o setor de aviação deve manter o ritmo de expansão no segundo semestre, impulsionado por eventos e feriados prolongados previstos para o período. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que, caso o crescimento continue, “a expectativa é fechar 2025 com o melhor resultado da história”.
Segundo o ministro, “isso significa um ganho expressivo não apenas para o nosso setor, mas para todos. Quando a aviação vai bem, o turismo vai bem, assim como a parte hoteleira e, principalmente, a nossa economia”.