Economia

Febraban afirma que investigação dos EUA sobre Pix resulta de informações incompletas

Federação de bancos destaca que sistema é público, aberto e gerido pelo Banco Central, favorecendo competição

A Febraban declarou que a investigação dos Estados Unidos sobre o Pix ocorre devido a informações incompletas sobre o sistema. O processo foi aberto pelo USTR a pedido de Donald Trump, sem citar o Pix diretamente, mas mencionando serviços digitais e pagamentos eletrônicos do governo brasileiro.

Segundo a Febraban, o Pix é uma infraestrutura pública, criada pelo Banco Central, com participação ampla de bancos e instituições financeiras, promovendo competição e inclusão financeira.

Contexto da investigação e funcionamento do Pix

A investigação foi iniciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil, a pedido do então presidente Donald Trump. No documento oficial, o governo norte-americano não menciona explicitamente o Pix, mas se refere a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, incluindo sistemas do governo. Atualmente, o Pix é o único sistema governamental brasileiro para esse fim.

Em nota, a Febraban ressaltou que espera que, no âmbito da audiência pública promovida pelo USTR, as contribuições do Banco Central, bancos brasileiros e estrangeiros, inclusive americanos, ajudem a esclarecer as restrições apontadas pelos EUA.

A federação esclareceu que o Pix não é um produto comercial, mas sim uma infraestrutura pública de pagamento, desenvolvida com ampla cooperação entre o Banco Central e as instituições do Sistema Financeiro Nacional. O modelo é aberto, não discriminatório e permite a participação de bancos, fintechs e instituições nacionais e estrangeiras.

Segundo a Febraban, não há restrições para novos participantes, desde que atuem no mercado nacional, pois o Pix é um sistema local, operando em reais.

Impacto do Pix e repercussão

A Febraban destacou que o Pix está disponível para todos os residentes no Brasil, sejam brasileiros ou estrangeiros, pessoas físicas ou empresas. O único requisito é possuir conta em banco, fintech ou instituição de pagamento. O serviço é gratuito para pessoas físicas, podendo ser cobrado de empresas, sem distinção entre companhias nacionais e estrangeiras.

Para pessoas físicas, o Pix tem promovido inclusão financeira, reduzindo custos e ampliando o alcance do sistema de pagamentos. Para empresas, o sistema facilita o recebimento e a cobrança, especialmente em operações de baixo valor.

Os dados do Pix impressionam: são mais de 168 milhões de usuários, dos quais mais de 70 milhões foram digitalizados pelo sistema. O volume mensal movimentado chega a R$ 2,5 trilhões, com cerca de 6,5 bilhões de transações mensais e mais de 858 milhões de chaves Pix cadastradas.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Brasileiros defendem PIX após críticas de Donald Trump segundo Financial Times

Krugman afirma que Brasil tem pouco a perder ao retaliar tarifas de Trump e elogia robustez democrática

Governo Lula mantém PIX fora de negociações e prepara lançamento do PIX parcelado

Trump recorre a leis antigas e interpretações inusitadas para pressionar adversários

Governo brasileiro prepara resposta aos EUA sobre investigação comercial e deve enviar em 18 de agosto

Confederação do agro nega tratamento desleal do Brasil aos EUA no comércio agrícola