Tecnologia

Meta contrata executivo brasileiro do Google para liderar divisão de superinteligência artificial

Mat Velloso deixa a DeepMind e se junta à Meta em meio à disputa acirrada por especialistas em IA no mercado global

Mat Velloso, executivo brasileiro e ex-vice-presidente de IA na DeepMind, foi contratado pela Meta para sua nova divisão de superinteligência artificial.

A contratação faz parte da estratégia de Mark Zuckerberg para acelerar o avanço da empresa em IA, oferecendo pacotes milionários e atraindo talentos de rivais como Google e OpenAI.

Disputa global por talentos em inteligência artificial

Até o mês passado, Mat Velloso atuava como vice-presidente para desenvolvedores de IA na DeepMind, divisão do Google responsável pelo Gemini, principal sistema de inteligência artificial da empresa. Agora, ele integra a nova divisão da Meta focada no desenvolvimento da chamada “superinteligência”.

Essa ofensiva de Zuckerberg tem irritado concorrentes. Segundo a Reuters, o CEO da Meta tem feito abordagens pessoais, inclusive via WhatsApp, com propostas milionárias para atrair especialistas de empresas rivais.

Entre os nomes de destaque contratados pela Meta estão Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI, que agora lidera o Meta Superintelligence Labs, e Nat Friedman, ex-CEO do GitHub, responsável pelos projetos de pesquisa aplicada em IA. Além disso, a Meta trouxe onze pesquisadores vindos de empresas como OpenAI, Anthropic e Google.

A estratégia gerou desconforto em Sam Altman, CEO da OpenAI, que afirmou publicamente em junho que a Meta estava oferecendo bônus de até US$ 100 milhões por ano para membros de sua equipe. Apesar das recusas, as investidas de Zuckerberg continuam.

Pacotes milionários e reação do mercado

De acordo com o site Wired, os pacotes oferecidos pela Meta podem chegar a US$ 300 milhões em quatro anos, com mais de US$ 100 milhões apenas no primeiro ano, especialmente para nomes vindos da OpenAI. A Meta, porém, declarou ao Wired que esses números não são precisos e que houve distorções sobre as remunerações.

Estratégia da Meta e expectativas para o futuro

O objetivo de Mark Zuckerberg é reunir os maiores especialistas em inteligência artificial para desenvolver a chamada “superinteligência artificial”, por meio do Meta Superintelligence Labs. Em memorando interno divulgado pela revista Fortune, Zuckerberg afirmou: “À medida que o ritmo do progresso da IA se acelera, o desenvolvimento da superinteligência está à vista. Acredito que esse será o início de uma nova era para a humanidade, e estou totalmente comprometido em fazer o que for necessário para que a Meta lidere o caminho.”

A investida também busca aproximar a Meta de concorrentes como Google, DeepSeek e OpenAI. O último grande modelo de IA da empresa, o Llama 4, foi lançado em abril, mas foi considerado decepcionante por especialistas, segundo a AFP.

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