A Meta iniciou nesta quarta-feira (20) a demissão de cerca de 8 mil funcionários — aproximadamente 10% de sua força de trabalho global. A reestruturação tem como objetivo liberar recursos para a corrida pelo desenvolvimento de inteligência artificial.
Segundo a Bloomberg, as notificações começaram a ser enviadas a partir das 4h no horário de Singapura, atingindo primeiro os funcionários da Ásia. Trabalhadores dos Estados Unidos também foram informados na sequência, conforme memorando interno da empresa.
Corte de pessoal financia aposta trilhonária em IA
Em nota interna, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, justificou as demissões como parte dos esforços para “gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos” na corrida pela inteligência artificial. A empresa contava com 78.865 funcionários em dezembro de 2025, de acordo com a agência France Presse — o que significa que o corte atual elimina cerca de 10% do quadro total.
Dois dias antes do início dos desligamentos, na segunda-feira (18), a Meta já havia anunciado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para iniciativas ligadas à IA. Segundo um funcionário da empresa ouvido sob anonimato, a mudança não era opcional — e o ambiente interno já refletia o peso das decisões que estavam por vir.
Para 2026, a Meta projeta investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), destinados principalmente à infraestrutura de IA, de aquisição de chips a construção de centros de dados.
O clima já era de tensão nas semanas anteriores ao anúncio oficial. O mesmo funcionário afirmou que a Meta havia comunicado internamente que demissões estavam previstas para as próximas semanas — o que acabou se concretizando nesta quarta (20).
Três semanas antes, Zuckerberg havia assumido em reunião com funcionários que os cortes eram fruto direto dos investimentos em IA — e não descartou novas rodadas além das previstas para maio.
O g1, que obteve as informações por meio de fonte interna, entrou em contato com a Meta para obter posicionamento oficial sobre os detalhes da reestruturação. A empresa não havia respondido até o momento da publicação.
