O mercado brasileiro de veículos importados atingiu quase 20% de participação no primeiro semestre de 2025, impulsionado pelo avanço de marcas chinesas. As vendas de importados cresceram 15,6% no período, ritmo seis vezes superior ao dos nacionais, que subiram 2,6%. A China liderou o crescimento entre os países exportadores para o Brasil, embora a Argentina ainda seja a principal fornecedora.
Crescimento dos importados e impacto chinês
As importações de veículos no Brasil registraram alta de 15,6% no primeiro semestre de 2025, com destaque para os modelos vindos da China. A participação dos importados no mercado nacional se aproxima de 20%, resultado da chegada de novas marcas e modelos chineses. Enquanto isso, as vendas acumuladas de veículos nacionais aumentaram apenas 2,6% no mesmo período, mostrando que o ritmo de crescimento dos importados foi seis vezes maior.
Apesar do avanço chinês, a Argentina segue como o principal país de origem dos automóveis importados pelo Brasil. No acumulado do semestre, foram 228,4 mil unidades importadas, número próximo de superar as 273,5 mil unidades recebidas durante todo o ano de 2022.
Exportações e produção nacional
As exportações brasileiras de veículos também apresentaram alta expressiva de 60% no semestre, impulsionadas principalmente pela demanda argentina.
Por outro lado, a produção nacional de veículos, embora tenha atingido 1.226.663 unidades no semestre — crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024 —, enfrenta dificuldades recentes. Em junho, a produção caiu 6,5%, com 200,8 mil unidades fabricadas, e em maio o recuo foi de 5,9%, totalizando 214,7 mil veículos.
O cenário atual evidencia o impacto da presença chinesa no mercado brasileiro, com marcas do país asiático ganhando espaço rapidamente entre os importados. O crescimento das importações acompanha o interesse do consumidor por novos modelos e tecnologias.
Apesar do aumento na produção nacional no acumulado do semestre, a sequência de quedas mensais preocupa o setor. Segundo a Anfavea, o desempenho positivo não reflete uma situação saudável, já que o mercado interno ainda enfrenta desafios de competitividade frente aos importados.
Especialistas apontam que a tendência é de manutenção do crescimento das importações, principalmente de veículos chineses, caso não haja mudanças significativas nas políticas de incentivo à indústria nacional.