Política

Alckmin defende diálogo após Trump anunciar tarifa extra ao Brasil

Vice-presidente reage a ameaça de tarifa dos EUA e destaca importância do diálogo entre Brasil e Estados Unidos

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira que o Brasil não representa problema para os Estados Unidos, defendendo o diálogo entre os países diante da ameaça de nova tarifa anunciada por Donald Trump.

Trump declarou intenção de impor uma taxa adicional de 10% a países alinhados a políticas antiamericanas do Brics. O Brasil, fundador do bloco, sedia a cúpula de líderes nesta segunda.

Alckmin ressaltou que as economias brasileira e americana podem ser complementares e que o caminho deve ser a negociação.

Em resposta à publicação de Donald Trump, que anunciou a intenção de impor uma tarifa de 10% sobre países alinhados ao Brics, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que o Brasil mantenha a estratégia do diálogo com os Estados Unidos. Segundo Alckmin, “o Brasil não é problema para os EUA” e é fundamental mostrar que as economias dos dois países podem ser complementares, evitando medidas protecionistas.

O anúncio de Trump ocorre em meio à realização da cúpula do Brics no Brasil, que reúne líderes de economias emergentes. O bloco, do qual o país é fundador, divulgou no domingo (6) uma declaração defendendo o multilateralismo, sem mencionar diretamente os EUA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tem criticado frequentemente a política tarifária de Trump, reforçando a importância de práticas multilaterais no comércio internacional.

Lula defende multilateralismo

Durante a cúpula do Brics, o presidente Lula voltou a criticar a postura tarifária do ex-presidente americano e destacou que o bloco defende o multilateralismo como princípio fundamental. A declaração oficial do Brics publicada no domingo (6) enfatizou a necessidade de cooperação internacional, sem citar diretamente os Estados Unidos.

O contexto das falas de Alckmin e Lula evidencia a preocupação do governo brasileiro com possíveis impactos de medidas protecionistas americanas sobre a economia nacional. O Brasil busca demonstrar que pode atuar de forma complementar aos EUA, evitando confrontos e apostando na via diplomática para resolver impasses comerciais.

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