O Irã declarou nesta quarta-feira (25) que suas instalações nucleares foram gravemente danificadas por ataques dos Estados Unidos, intensificando a tensão no Oriente Médio.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou os danos, sem especificar quais instalações foram atingidas ou se houve vazamento radioativo.
O anúncio ocorre após um acordo de cessar-fogo entre Irã e Israel, mediado por Trump, e após uma série de ofensivas mútuas envolvendo também os EUA.
Escalada do conflito e danos às instalações nucleares
Autoridades iranianas relataram que os ataques comprometeram parte da infraestrutura nuclear do país, afetando instalações estratégicas. Até então, o governo e a mídia estatal minimizavam a extensão dos danos causados tanto por EUA quanto por Israel ao programa nuclear iraniano.
O principal alvo dos ataques americanos foi a usina de Fordow, uma instalação subterrânea a 80 metros da superfície, utilizada para enriquecimento de urânio. O Irã suspendeu a cooperação com o órgão de fiscalização nuclear da ONU, alegando viés político a favor de Israel.
Conflito Israel x Irã e resposta internacional
O confronto direto entre Israel e Irã teve início em 13 de junho, com Israel lançando uma operação preventiva para conter o avanço nuclear iraniano. Em 12 dias de conflito, 610 pessoas morreram no Irã e 28 em Israel, a maioria civis, segundo dados oficiais. Organizações independentes estimam mais de 900 mortes no Irã.
Durante o conflito, Israel bombardeou alvos militares e nucleares no Irã, que retaliou com mísseis contra Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Após o cessar-fogo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel atingiu seu objetivo de eliminar a ameaça nuclear e de mísseis balísticos do Irã.
Repercussão e desdobramentos
A comunidade internacional manifestou preocupação com a escalada do conflito, pedindo moderação e diálogo para evitar uma crise maior. Após os ataques dos EUA, o Irã retaliou lançando mísseis contra uma base americana no Catar, mas os projéteis foram interceptados e não houve registro de mortes ou feridos, segundo autoridades norte-americanas e catarianas.
Fontes da imprensa americana informaram que o Irã teria avisado EUA e Catar com antecedência sobre o ataque, indicando intenção de resposta simbólica para evitar agravamento da situação. O cessar-fogo foi anunciado por Trump, e tanto Irã quanto Israel reivindicaram vitória após 12 dias de hostilidades.
Contexto regional
Israel justificou seus ataques como tentativa de neutralizar o que considera uma ameaça existencial, alegando que o regime de Teerã está próximo de obter uma bomba atômica. O episódio evidencia a fragilidade da segurança regional e o risco de novas escaladas envolvendo potências globais.