Meio ambiente

Onda de calor histórica atinge cidades dos Estados Unidos e bate recordes de temperatura

Temperaturas chegam a 38°C em Nova York e mais de 150 milhões ficam sob alerta em meio ao verão de 2025

Os Estados Unidos enfrentam uma onda de calor sem precedentes neste verão de 2025, com cidades registrando recordes históricos de temperatura.

Na terça-feira (24), o Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, atingiu 38 °C, marca inédita desde 2013, segundo a Associated Press.

Mais de 150 milhões de pessoas receberam alertas de calor, enquanto autoridades adotam medidas emergenciais para proteger a população.

Impactos e reações à onda de calor

A atual onda de calor nos Estados Unidos tem provocado sérios impactos na saúde pública, pressionando o sistema de energia e prejudicando a agricultura em várias regiões. O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu alertas para dezenas de cidades, prevendo que muitas bateriam ou igualariam recordes de temperatura máxima. Na segunda-feira anterior, 39 recordes de calor já haviam sido registrados ou igualados. Além das altas temperaturas diurnas, a falta de alívio durante a noite, agravada pela umidade, aumenta o risco para a população.

Uma “cúpula de calor” — área de alta pressão atmosférica — cobre a metade oriental do país, impedindo a formação de nuvens de chuva e contribuindo para o aumento das temperaturas. O fenômeno ocorre em um cenário global de mudanças climáticas, com o aquecimento global alterando padrões meteorológicos e intensificando eventos extremos.

O Serviço Meteorológico Nacional classificou a situação como “extremamente perigosa para qualquer pessoa que não disponha de refrigeração ou hidratação”, destacando que o calor extremo é a principal causa de mortes relacionadas ao clima nos EUA. A agência ressaltou que o risco atual é pouco frequente, com pouco ou nenhum alívio mesmo durante a noite.

Contexto global e projeções climáticas

O fenômeno não é exclusivo dos Estados Unidos. O verão europeu também começou com altas temperaturas, levando Inglaterra, França e Espanha a emitirem alertas para calor intenso nesta semana. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, agência da ONU, o ano de 2024 foi o mais quente já registrado e o primeiro a ultrapassar o limite de aquecimento de 1,5 °C definido pelo acordo climático de Paris.

Cientistas apontam que ondas de calor mais frequentes, longas e intensas são um sinal claro do aquecimento global. As previsões indicam que esses eventos extremos devem se tornar cada vez mais comuns, exigindo respostas rápidas e eficazes das autoridades para proteger a população e adaptar infraestruturas.

Governos locais e federais têm respondido com a abertura de centros de resfriamento, campanhas de conscientização e monitoramento constante das condições meteorológicas, enquanto comunidades buscam alternativas para enfrentar as altas temperaturas e minimizar os danos à saúde e à economia.

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