Política

Polícia Federal aponta uso da Abin para espionagem e ataques a adversários políticos

Investigação detalha estrutura paralela com assessores e recursos públicos durante governo Bolsonaro

A Polícia Federal concluiu que uma estrutura paralela usou a Agência Brasileira de Inteligência para espionagem ilegal e ataques a instituições e adversários do governo Jair Bolsonaro.

O relatório, com mais de 1,2 mil páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal e envolve mais de 30 pessoas, incluindo Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem.

O ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo do documento nesta quarta-feira (18), revelando detalhes do suposto esquema.

Esquema de espionagem e manipulação

Segundo o relatório da Polícia Federal, a instrumentalização da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teve como objetivo beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A estrutura paralela disseminava conteúdos falsos e promovia ataques ao sistema eleitoral, ao Poder Judiciário e a adversários políticos, além de qualquer pessoa que contrariasse interesses do governo anterior.

O documento afirma: “Essa estrutura utilizou assessores nomeados em cargos públicos e recursos estatais para produzir e disseminar sistematicamente narrativas falsas e ataques contra instituições (como o Sistema Eleitoral Brasileiro e o Poder Judiciário), opositores políticos e quaisquer indivíduos ou grupos que contrariassem os interesses do grupo político no poder”.

Atuação de organização criminosa

A Polícia Federal classificou o grupo como uma organização criminosa de “alta potencialidade ofensiva” que atuava a partir da estrutura da Abin. Recursos humanos, financeiros e tecnológicos da agência eram empregados clandestinamente para fins ilegais e próprios.

O relatório destaca que as ações eram controladas por altos gestores da Abin, que utilizavam a hierarquia interna para evitar envolvimento direto e mascaravam as operações com justificativas de legalidade. A investigação identificou o uso reiterado de recursos da Abin para objetivos ilícitos, com a formação de uma “estrutura paralela de inteligência” composta por policiais federais cedidos e oficiais de inteligência que aderiram às práticas do grupo.

Conforme os investigadores, o objetivo principal era a manutenção do grupo no poder, inclusive pelo rompimento do Estado Democrático.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Polícia Federal revela lista de monitorados pela Abin paralela em relatório entregue ao STF

Polícia Federal indicia diretor-geral da Abin por suposto esquema de espionagem ilegal

Direção da Abin é acusada pela PF de dificultar investigação de ações clandestinas

Ramagem orienta Bolsonaro a adotar postura belicosa contra Moraes em documento de 2020

Relatório da Polícia Federal complica situação de Bolsonaro ao detalhar uso ilegal da Abin

PGR analisa relatório da PF sobre Abin paralela e decide próximos passos da investigação