O Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta quarta-feira (18) a retomada da análise de vistos de estudante, agora com a exigência de desbloqueio das redes sociais dos candidatos. A nova medida, que permite ao governo revisar postagens e mensagens, busca identificar conteúdos considerados hostis aos Estados Unidos e seus valores.
A decisão afeta todos os estudantes internacionais que desejam estudar em instituições americanas e já está em vigor, gerando polêmica sobre privacidade e liberdade de expressão.
Endurecimento das regras para estudantes estrangeiros
Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro, estudantes internacionais nos EUA enfrentam desafios crescentes. O governo revogou permissões de estudo para milhares de estudantes, inclusive por motivos menores, como infrações de trânsito, mas depois voltou atrás em algumas dessas decisões. Os critérios para cancelamento do status legal de estudantes estrangeiros também foram ampliados.
Como parte de uma campanha de pressão contra a universidade Harvard, o governo Trump tentou limitar a presença de estudantes estrangeiros na instituição, sugerindo que Harvard restrinja suas matrículas internacionais a 15%. A universidade depende desses estudantes para o pagamento das mensalidades e representa um quarto das matrículas.
Além disso, o governo solicitou que 36 países aprimorem a verificação de viajantes sob ameaça de proibição de entrada nos EUA.
Repercussão e preocupações
Grupos de direitos civis criticam a exigência, classificando-a como invasiva e discriminatória, pois pode afetar estudantes com base em opiniões políticas ou religiosas. Há receio de que a medida desencoraje estudantes internacionais a buscar educação nos EUA.
Especialistas em educação internacional alertam para o impacto negativo nas universidades americanas, que dependem de alunos estrangeiros para diversificar seus campi e gerar receita. A nova regra pode prejudicar a posição dos EUA como destino preferido de estudantes do mundo todo.