Israel iniciou uma operação em 13 de junho visando interromper o programa nuclear do Irã. Desde então, ambos os países intensificaram ataques, elevando o número de mortos e feridos. Os Estados Unidos avaliam uma participação direta, ampliando o risco de uma guerra regional.
Escalada do conflito e ataques mútuos
O confronto entre Israel e Irã atingiu níveis inéditos após o início da operação israelense, que busca conter o avanço nuclear iraniano. Desde a ofensiva lançada na sexta-feira (13), mais de 240 pessoas morreram e milhares ficaram feridas, segundo dados oficiais. Entidades independentes sugerem que os números podem ser ainda maiores.
Israel bombardeou alvos militares e nucleares no Irã, incluindo cientistas e membros da alta cúpula militar. O Irã, em resposta, lançou mísseis contra Tel Aviv, Haifa e Jerusalém, atingindo infraestruturas de energia e provocando mortes e danos significativos. Sirenes soaram repetidamente em cidades israelenses, e a população foi orientada a buscar abrigos.
O centro da disputa é o programa nuclear iraniano. Israel alega que Teerã está próximo de obter uma bomba atômica e afirma agir para neutralizar essa ameaça existencial. Órgãos independentes confirmam danos à infraestrutura atômica do Irã, mas especialistas avaliam que o programa nuclear ainda não foi eliminado.
O Irã prometeu retaliações mais severas, afirmando que Israel “pagará um preço alto”. Os Estados Unidos discutem internamente uma possível intervenção direta, o que pode ampliar o conflito e gerar instabilidade regional e global.
Repercussão internacional e ameaças crescentes
Pressão diplomática e ameaças dos EUA
O Irã ameaçou atacar bases americanas no Oriente Médio caso os EUA se envolvam diretamente. Paralelamente, o país buscou apoio de Omã e Catar para pressionar por um cessar-fogo. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que um telefonema de Washington poderia encerrar a agressão israelense.
Desdobramentos recentes
No quinto dia do conflito, a Guarda Revolucionária do Irã declarou ter atacado um escritório do Mossad em Tel Aviv, enquanto Israel intensificou ataques a alvos iranianos. O comando de cibersegurança iraniano proibiu o uso de celulares por autoridades, e a mídia local relatou uma “guerra cibernética em larga escala”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, retornou antecipadamente do G7, reuniu-se com o Conselho de Segurança Nacional e afirmou ter “controle do céu do Irã”. Trump exigiu rendição incondicional do Irã e reforçou a presença militar americana no Oriente Médio, enviando caças e aeronaves para a região.
Impactos internos e novos ataques
O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, afirmou que o Irã não irá se render e ameaçou consequências sérias caso os EUA ataquem. O país restringiu o acesso à internet, e milhares de pessoas deixaram Teerã. Israel anunciou ter atacado 20 alvos iranianos, incluindo locais de produção de mísseis, e Netanyahu declarou estar “progredindo passo a passo” para eliminar as ameaças nucleares e de mísseis do Irã.