Em sete dias de confronto direto, Israel matou 13 militares de alto escalão do Irã, incluindo três conselheiros próximos de Ali Khamenei. Os ataques desestabilizam a estrutura de poder iraniana, elevando o risco de erros estratégicos e agravando a crise política e militar no país.
O conflito, iniciado em 13 de junho, já deixou centenas de mortos nos dois países e pressiona o regime iraniano, que enfrenta sanções, protestos internos e ameaças de novos ataques.
Impacto dos ataques israelenses na liderança iraniana
Os bombardeios israelenses, que começaram em 13 de junho, atingiram diretamente o círculo íntimo do líder supremo Ali Khamenei. Entre os mortos estão o comandante geral Hossein Salami, o chefe aeroespacial Amir Ali Hajizadeh e o chefe de inteligência Mohammad Kazemi, todos integrantes da Guarda Revolucionária. Essas perdas fragilizam a capacidade de resposta do Irã e deixam Khamenei mais isolado politicamente.
Fontes próximas ao líder afirmam que a ausência desses conselheiros aumenta o risco de erros de cálculo em questões de defesa e estabilidade interna. O círculo íntimo de Khamenei, formado por cerca de 15 a 20 pessoas, inclui comandantes militares, clérigos e políticos que participam de decisões estratégicas do regime.
Consequências para o regime iraniano
Além das baixas militares, o conflito já resultou em mais de 240 mortes de civis nos dois países, com números não oficiais apontando até 600 vítimas. O regime de Khamenei, já pressionado por sanções e protestos, enfrenta agora o desafio de manter o controle diante da instabilidade interna e da ameaça de uma guerra total com Israel.
O apoio de figuras como o filho Mojtaba Khamenei e Ali Asghar Hejazi permanece essencial para a tomada de decisões, mas a perda de comandantes da Guarda Revolucionária representa um golpe significativo para a estrutura de poder do Irã.
Repercussão internacional e riscos de escalada
A possibilidade de envolvimento dos Estados Unidos no conflito preocupa o regime iraniano, que ameaça responder com ataques a alvos americanos e bloqueio do Estreito de Ormuz. Especialistas apontam que o apoio histórico de Washington a Israel e o papel estratégico dos EUA na região aumentam o risco de uma escalada militar.
O líder supremo Khamenei, conhecido por sua cautela e teimosia, enfrenta um dos momentos mais críticos desde que assumiu o poder em 1989. A recente morte de aliados regionais, como o chefe do Hezbollah Hassan Nasrallah e a deposição do presidente sírio Bashar al-Assad, agrava ainda mais o isolamento do Irã.
Apesar das dificuldades, conselheiros de alto nível continuam influentes no círculo de Khamenei, incluindo figuras diplomáticas e políticas. No entanto, a perda dos principais comandantes militares pode comprometer a capacidade do regime de resistir à pressão externa e interna, colocando em xeque a sobrevivência do sistema islâmico de governo no Irã.