Saúde

Falta de absorvente tirou 1 em cada 6 meninas de escola pública das aulas

Dados da PeNSE 2024 expõem abismo entre Norte e Sudeste no fornecimento do item pelas escolas
Adolescentes em sala de aula, ilustrando o problema da falta de absorvente escola pública meninas no Brasil

Uma em cada seis alunas da rede pública brasileira perdeu ao menos um dia de aula por falta de absorvente íntimo no último ano. O dado vem da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE.

O levantamento abrange mais de 12,3 milhões de estudantes entre 13 e 17 anos e mostra que 15% das meninas faltaram à escola ao menos uma vez por esse motivo — proporção que sobe para 17% nas escolas públicas e recua para 6% nas privadas.

Abismo entre regiões e estados

A desigualdade no fornecimento de absorventes pelas escolas é geograficamente marcante. Na região Norte, apenas 56% das instituições oferecem o produto às alunas — o menor índice nacional. No Sudeste, esse percentual chega a 92%, seguido por Sul (91%), Centro-Oeste (88%) e Nordeste (80%).

A disparidade se repete quando o recorte é por estado. O Amazonas registrou o maior percentual de meninas que faltaram por falta de absorvente: 27,9%. Na outra ponta, Santa Catarina teve o menor índice, com 9,2% das estudantes afetadas — uma diferença de quase 20 pontos percentuais entre os dois extremos.

O que é a PeNSE

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação. Esta é a quinta edição do levantamento, conduzido em 2024, e cobre jovens matriculados em escolas públicas e privadas de todo o Brasil na faixa dos 13 aos 17 anos.

A ausência de absorventes não é a única vulnerabilidade mapeada pela PeNSE 2024 entre adolescentes brasileiros. A mesma pesquisa que revelou o impacto da pobreza menstrual na frequência escolar também apontou que quase 30% dos jovens no país já experimentaram cigarro eletrônico — um retrato abrangente das múltiplas fragilidades que cercam a juventude em idade escolar no Brasil.

Juntos, os dados formam um painel de desigualdades que vai além do acesso ao conhecimento: atingem a permanência das meninas na escola e expõem lacunas na proteção básica de adolescentes em regiões com menor estrutura institucional.

A comparação entre redes reforça que o problema é sobretudo estrutural: na escola privada, a taxa de faltas por falta de absorvente é menos da metade da registrada na rede pública, o que indica que o fornecimento institucional do item faz diferença direta na frequência escolar feminina.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Ibaneis pede R$ 4 bilhões ao FGC para recapitalizar o BRB após crise do Master

PSD leva ao STF pedido de eleições diretas no Rio após renúncia de Castro

Lula exonera ministro para virar voto na CPMI do INSS

Diesel acumula alta de 24% desde o início da guerra e bate R$ 7,45 nos postos