O senador Flávio Bolsonaro e o advogado Paulo Cunha Bueno se reuniram nesta terça-feira (17) com o ministro Alexandre de Moraes, no STF, para discutir a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente internado com broncopneumonia bacteriana bilateral.
O encontro durou cerca de 20 minutos e foi viabilizado por interlocutores em comum. Segundo relatos de pessoas que acompanharam o desfecho da conversa, Moraes afirmou que compreende a relação entre pai e filho — especialmente em casos de figuras públicas expostas. O senador saiu da reunião avaliando que o ministro pode reavaliar o pedido de prisão domiciliar formalizado pela defesa no mesmo dia.
Reunião sem pauta política
De acordo com a apuração, não houve discussão política durante o encontro. Os dois aguardaram na sala da chefe de gabinete de Moraes antes de serem recebidos. A conversa girou exclusivamente em torno da situação jurídica e de saúde do ex-presidente.
Ao sair, Flávio Bolsonaro disse a jornalistas que a conversa foi “tranquila” e “objetiva” — e que o ministro ficou de avaliar o pedido. A defesa argumenta que a permanência na Papudinha representa risco à saúde de Bolsonaro, sobretudo pela ausência de acompanhamento médico contínuo durante a noite.
No mesmo dia da reunião com Moraes, a defesa protocolou novo pedido formal de prisão domiciliar, argumentando que a fragilidade clínica do ex-presidente exige monitoramento que a Papudinha não consegue garantir. Leia o pedido completo e os argumentos da defesa.
Negativa anterior e novo contexto clínico
Em 9 de março, Moraes já havia negado pedido semelhante baseado em laudo que registrava 144 atendimentos médicos em apenas 39 dias na Papudinha — a mesma decisão que a defesa agora busca reverter. Veja os detalhes da negativa anterior do STF.
A defesa sustenta que a internação hospitalar representa uma mudança substancial no quadro clínico, o que justificaria uma reavaliação do pedido anteriormente negado pelo relator.
O ex-presidente está internado desde o dia 13 de março, quando passou mal na Papudinha com febre alta e queda na saturação de oxigênio. Acompanhe como foi a emergência que levou Bolsonaro ao hospital DF Star.
Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral. A evolução clínica é considerada de melhora, mas o quadro ainda requer cuidados médicos. A internação foi o pano de fundo que motivou a retomada do pedido de domiciliar e a visita do filho ao ministro.
A avaliação do pedido cabe a Moraes na condição de relator. Qualquer decisão sobre a transferência de regime terá repercussão política e jurídica no contexto da execução da pena à qual Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
