Tecnologia

Google e Meta revelam como vão cumprir o ECA Digital

Empresas detalham verificação de idade e controle parental no mesmo dia em que a lei entrou em vigor no Brasil

Google e Meta detalharam nesta terça-feira (17) os mecanismos que cada empresa usa para verificar a idade de usuários no Brasil.

As gigantes da tecnologia se pronunciaram no mesmo dia em que o ECA Digital entrou em vigor — lei que obriga plataformas com acesso provável de crianças e adolescentes a adotar experiências adequadas à faixa etária do público.

Como o Google está se adaptando

A empresa implementa no Brasil um modelo de estimativa de idade baseado na análise da atividade dos usuários — incluindo buscas realizadas e categorias de vídeos assistidos no YouTube.

O Google, que controla a Play Store, também anunciou a expansão do acesso de desenvolvedores a uma ferramenta que fornece sinais de faixa etária para aplicativos. Essa integração atende a uma exigência direta da lei: que lojas de aplicativos e sistemas operacionais repassem informações de faixa etária às redes sociais, possibilitando experiências personalizadas por idade.

O ECA Digital, que passou a valer nesta terça e prevê multas de até R$ 50 milhões para plataformas que descumprirem as regras, foi o gatilho para que Google e Meta se pronunciassem no mesmo dia sobre seus mecanismos de adequação.

O que a Meta anunciou

A Meta exige a informação da data de nascimento no cadastro. Quando há suspeita de declaração incorreta ou de tentativa de inflar a idade registrada, o usuário precisa passar por verificação com envio de documento ou selfie em vídeo.

A empresa informou ainda que utilizará novos sinais de idade obtidos pelas lojas de aplicativos e que usuários poderão denunciar contas suspeitas de pertencerem a crianças.

“Entender com precisão a idade de um usuário é essencial para oferecer aos adolescentes a experiência mais adequada, mas é um desafio complexo para toda a indústria”, afirmou a companhia.

Os decretos assinados por Lula nesta terça-feira proíbem que crianças informem data de nascimento falsa para acessar conteúdos restritos — exatamente o problema que as duas empresas afirmam estar combatendo com seus sistemas de verificação.

Controle parental ampliado nas plataformas

A Meta anunciou que, a partir desta semana, pais poderão ativar a supervisão da conta dos filhos sem precisar da aprovação do adolescente. A funcionalidade está disponível para Instagram, Facebook, Messenger e Threads, por meio da seção Contas de Adolescentes. Adultos que já monitoram as contas não precisam adotar medidas adicionais.

O controle parental também passa a incluir a possibilidade de limitar transações financeiras dos filhos, bloquear assinaturas, contribuições para arrecadações e compras de selos virtuais. No WhatsApp, a Meta havia detalhado previamente um recurso que permite a pais monitorar e restringir quem pode entrar em contato com crianças no aplicativo.

O Google, por sua vez, determinou que menores de 16 anos precisarão ter a supervisão parental ativada para publicar vídeos ou comentários no YouTube. Pais e adolescentes podem vincular contas pela seção Central da Família, enquanto o aplicativo Family Link permite controlar tempo de tela e gerenciar os apps instalados no dispositivo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Reitora da UFRGS na Forbes denuncia ataque das big techs a universidades públicas

Copom corta Selic pela 1ª vez em dois anos, mas petróleo limitou o tamanho do corte

INSS libera pagamentos de março a partir do dia 25; veja o calendário

Bolsa Família inicia pagamentos de março nesta quarta para NIS final 1