Política

Ipsos-Ipec: Lula tem pior nota em gastos e no combate à inflação

Em todas as nove áreas avaliadas pela pesquisa, a reprovação supera a aprovação ao governo

O governo Lula acumula reprovação acima de 50% no controle de gastos públicos e no combate à inflação — as piores marcas entre as nove áreas medidas pela pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada nesta quarta-feira (11).

Mesmo nos campos com melhor desempenho — educação, com 36% de avaliação positiva, e combate à fome e à pobreza, com 35% — a rejeição ainda prevalece sobre a aprovação.

Áreas com maior rejeição

No controle e corte de gastos públicos, 51% avaliam a atuação como ruim ou péssima — a pior marca entre todas as áreas. No combate à inflação, o índice negativo é de 50%.

Na segurança pública, 49% reprovam a gestão, contra apenas 25% de aprovação e 23% que a consideram regular. A violência foi apontada como segunda maior preocupação dos brasileiros em levantamento do Datafolha divulgado na mesma semana, citada espontaneamente por 19% dos entrevistados.

Desemprego e avaliação geral

No combate ao desemprego, a percepção negativa avançou de 40% para 43%, enquanto a positiva subiu de 29% para 31%. O índice oficial conta história diferente: a taxa de desemprego fechou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, o menor nível da série histórica para o período.

Na avaliação geral do governo, 40% classificam a gestão como ruim ou péssima e apenas 33% como boa ou ótima. Para 24%, é regular. O mesmo Ipsos-Ipec apurou que 56% dos brasileiros afirmam não confiar no presidente — dado que amplia o quadro de desaprovação além das áreas setoriais.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 5 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A percepção negativa sobre o combate à inflação persiste mesmo diante dos dados oficiais. A inflação acumulada em 12 meses é de 4,44%, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. No boletim Focus divulgado pelo BC nesta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% a estimativa para 2026 — também dentro do limite.

A desconexão entre os indicadores e a percepção dos brasileiros encontra respaldo em levantamento da Quaest divulgado na mesma semana: 64% dizem conseguir comprar menos do que há um ano, e 58% relatam alta nos preços dos alimentos no supermercado.

Com as eleições de 2026 no horizonte, a combinação de rejeição nas áreas econômicas e de segurança pública representa sinal de alerta para o PT. Não há área, entre as nove avaliadas, em que a aprovação supere a reprovação.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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