Economia

Quaest: 48% veem economia pior do que há um ano, e pessimismo avança em março

Expectativa de melhora para os próximos 12 meses também recuou — de 48% em janeiro para 41% agora

A percepção de deterioração econômica entre os brasileiros segue em trajetória ascendente. Pesquisa Quaest divulgada em 11 de março aponta que 48% dos entrevistados avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses — alta de cinco pontos percentuais em relação a janeiro e fevereiro.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Outros 24% dizem que a economia melhorou e 26% que ficou igual — queda de quatro pontos frente ao grupo que não via mudança na pesquisa anterior.

Eleitores independentes concentram o maior pessimismo

Entre os chamados eleitores independentes — segmento definido pela Quaest como quem não se identifica nem com direita, nem com esquerda, nem com lulismo, nem com bolsonarismo —, o pessimismo é ainda mais acentuado: 50% acreditam que a economia piorou. Esse grupo representa 32% do eleitorado brasileiro e tende a ser decisivo nas disputas presidenciais, com outubro de 2026 no horizonte.

Os dados sobre preços e poder de compra reforçam o diagnóstico. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados afirmam que o preço dos alimentos nos supermercados subiu; apenas 16% percebem queda. No campo do poder de compra, 64% dizem conseguir comprar menos do que há um ano, enquanto somente 14% relatam melhora nesse aspecto.

Mercado de trabalho e isenção do IR

A percepção sobre o mercado de trabalho é o indicador com maior equilíbrio da pesquisa: 50% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje, enquanto 40% consideram que ficou mais fácil.

Sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, os números praticamente não se alteraram em relação a fevereiro: 30% afirmam ter sido beneficiados pela medida e 67% dizem que não foram contemplados.

Expectativas em queda e impacto eleitoral

O pessimismo não se limita ao diagnóstico do passado recente. A expectativa de melhora para os próximos 12 meses recuou de 48% em janeiro para 41% em março, enquanto o grupo dos que esperam piora cresceu de 28% para 34% no mesmo período — uma inversão relevante de humor econômico em apenas dois meses.

O pessimismo econômico tem reflexo direto nas urnas: na mesma pesquisa Quaest de março, a desaprovação de Lula chegou a 51% — o maior intervalo entre aprovação e reprovação desde o início do terceiro mandato.

O diagnóstico tampouco vem de um único instituto: pesquisa da Ipsos-Ipec, divulgada um dia antes, já apontava que 42% dos brasileiros viam piora na economia nos últimos seis meses — convergência que transforma o pessimismo em tendência consolidada, não em ruído estatístico isolado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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