O Pentágono confirmou nesta terça-feira (10) que cerca de 140 militares dos Estados Unidos ficaram feridos na guerra contra o Irã — número que contrasta fortemente com o balanço anterior do próprio governo, que reconhecia apenas 8 feridos graves.
A revisão veio após a Reuters acionar o Departamento de Guerra americano com dados de fontes anônimas apontando ao menos 150 vítimas. O governo Trump também confirmou a morte de sete soldados no conflito, que nesta terça completou seu 11º dia.
Dia mais intenso e 5 mil alvos atingidos
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou em coletiva que esta terça seria o dia mais intenso de ataques contra o Irã desde o início da ofensiva. Ao seu lado, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, detalhou os resultados dos primeiros dez dias: mais de 5 mil alvos destruídos, entre eles mais de 50 navios de guerra.
Caine informou que a campanha avança agora contra "navios lançadores de minas e instalações de armazenamento". O objetivo declarado de destruir toda a infraestrutura de Defesa de Teerã havia sido formalizado dias antes, quando os EUA anunciaram a transição de bombardeios em massa para ataques de precisão contra o aparato do regime.
Trump diz que fim está próximo, mas Hegseth matiza
Na segunda-feira (9), Donald Trump havia declarado que a guerra estava "praticamente concluída". Um dia depois, o próprio secretário Hegseth foi obrigado a matizar a afirmação na coletiva desta terça, deixando claro que apenas o presidente determina quando a ofensiva termina — e que o alvo ainda é destruir toda a capacidade de Defesa iraniana.
Irã ameaça Trump e recusa rendição
Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã, ameaçou Donald Trump nesta terça. Disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" e alertou que o presidente americano deve tomar cuidado "para não ser eliminado" — resposta direta a um post de Trump na rede Truth Social.
No texto, Trump havia ameaçado atacar o Irã com uma ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, manobra que criaria uma crise no abastecimento global de petróleo.
A Guarda Revolucionária iraniana rejeitou qualquer possibilidade de rendição, afirmando que o conflito só terminará quando o Irã assim decidir. Israel mantém a mesma postura: o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que "ainda não terminamos" ao comentar as ofensivas no país.