Negócios

Goldman Sachs e Citigroup liberam saída dos Emirados em meio a ataques no Golfo

Bancos permitem mudança temporária de país sem oferecer compensação financeira pela relocação

Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup estão permitindo que funcionários baseados nos Emirados Árabes Unidos deixem o país temporariamente e trabalhem de forma remota enquanto os ataques na região do Golfo persistem.

A medida foi divulgada pela Bloomberg. A adesão, até o momento, é muito baixa — um dos bancos afirmou que poucos profissionais aceitaram a oferta.

A consultoria McKinsey & Company foi além: fretou um voo para a Turquia para retirar consultores que estavam fora da região e passou a permitir que funcionários baseados em Dubai deixem o país em casos de emergência.

A decisão das instituições ocorre em cenário de tensão crescente. Um drone atingiu o consulado dos Estados Unidos em Dubai — o terceiro ataque iraniano a representações diplomáticas americanas na região —, transformando os Emirados em mais um front do conflito com o Irã.

Sem compensação e com riscos fiscais

Embora as empresas autorizem a mudança temporária, nenhuma oferece compensação financeira pela relocação. A decisão de partir fica inteiramente a cargo do profissional — e não vem sem custos.

Alterações de residência, ainda que temporárias, podem gerar impactos tributários para o trabalhador. Alguns profissionais também precisam obter autorização de órgãos reguladores para atuar legalmente em outros países.

A insegurança dos profissionais do mercado financeiro tem paralelo direto com o cotidiano de civis na região. Uma família brasileira presa em Dubai chegou a enfrentar até seis alertas de ataque com mísseis durante a estadia, enquanto aguardava a retomada dos voos pelo aeroporto de Guarulhos.

No mercado local, a resposta não é uniforme. Algumas empresas dos Emirados também passaram a oferecer flexibilidade semelhante aos seus funcionários. Outras continuam operando normalmente, sem alterar políticas de presença.

Ainda não está claro quantos profissionais dos grandes bancos optaram pela saída temporária. A indicação é de adesão muito limitada — o que pode refletir tanto confiança na segurança local quanto preocupação com as complicações práticas da mudança de residência.

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