A Guarda Revolucionária do Irã lançou uma nova onda de mísseis e drones contra Israel na tarde desta quarta-feira (4), enquanto o clérigo sênior Javadi Amoli fazia ao vivo, pela TV iraniana, ameaças de “derramar sangue” do presidente americano Donald Trump.
Horas antes, um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka. O ataque deixou 80 mortos, além de desaparecidos e 78 feridos, conforme as autoridades locais.
A nova ofensiva iraniana é resposta direta aos bombardeios recentes, que destruíram inclusive a sede do conselho responsável por eleger o próximo líder supremo do Irã. O regime de Teerã passou a mirar embarcações dos Estados Unidos e do Reino Unido que transportem carga para Israel — independentemente da bandeira hasteada.
Um comandante da Marinha iraniana confirmou que mais de dez navios e petroleiros foram atingidos desde o início do conflito. A escalada segue uma lógica já anunciada: desde o fechamento do Estreito de Ormuz, o Irã havia declarado que qualquer navio levando carga para Israel seria alvo de represálias.
Hezbollah abre frente no Líbano
No Líbano, o grupo extremista Hezbollah, apoiado por Teerã, afirmou que seus militantes estão em confronto direto com tropas israelenses no sul do país, ampliando o teatro de operações do conflito regional.
EUA dizem estar vencendo a guerra
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quarta que o país já alcançou vitórias “históricas” contra o regime iraniano e prometeu novas ondas de bombardeios. Para ele, o conflito está “apenas no começo”.
Hegseth afirmou ainda que o Irã tentou assassinar o presidente Trump, mas que “o líder da unidade dessa investida está morto” — em referência a oficiais iranianos de alto escalão eliminados pelos americanos nos últimos dias. Foi Trump, segundo o secretário, quem “deu a última risada”.
O Departamento de Guerra divulgou um vídeo mostrando o momento em que o submarino norte-americano dispara contra o navio iraniano ao largo do Sri Lanka. O governo do país confirmou 80 mortos, 78 feridos e um número ainda indeterminado de desaparecidos.