Política

STF manda prender Vorcaro por milícia privada e suborno no Banco Central

Decisão de Mendonça cita ameaças a jornalistas, acesso ilegal ao FBI e Interpol e pagamentos de R$ 1 mi a servidores do BC

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decretou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva do banqueiro Vorcaro, dono do Banco Master, em operação da Polícia Federal que aponta crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.

A decisão cita danos bilionários, uma milícia privada chamada “A Turma” e ameaças concretas a jornalistas, autoridades e investigadores envolvidos no caso.

Milícia privada e ameaça a jornalista

Segundo o documento, as investigações revelaram que Vorcaro mantinha uma organização chamada “A Turma”, descrita como milícia privada usada para monitorar ilegalmente e intimidar adversários, jornalistas e autoridades.

Mensagens interceptadas mostram o banqueiro ordenando ao coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão — apelidado de “Sicário” — que um jornalista fosse agredido em assalto forjado para “quebrar todos os dentes”, após publicações contrárias aos seus interesses.

Banco Central comprometido

A decisão também detalha a cooptação de servidores de alto escalão do Banco Central. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que ocupavam cargos de chefia na supervisão bancária, atuavam como “consultores informais” de Vorcaro — revisando minutas enviadas ao regulador e antecipando movimentos de fiscalização.

Em troca, recebiam pagamentos mensais de até R$ 1 milhão, operacionalizados por contratos simulados de consultoria e empresas de fachada. Os dois servidores foram identificados a partir de uma sindicância interna aberta pelo próprio Banco Central no fim de 2025, antes de qualquer ação direta da Polícia Federal.

Por ordem do STF, ambos foram afastados das funções e deverão usar tornozeleira eletrônica.

Além de Vorcaro, foram alvos da operação Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o coordenador de segurança Mourão e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

O grupo também é acusado de realizar acessos indevidos a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como o FBI e a Interpol, para obter dados protegidos.

Ao decretar as prisões, Mendonça destacou que a liberdade dos investigados colocava em risco a ordem pública e a integridade física de vítimas e autoridades, além de possibilitar a destruição de provas e a continuidade da lavagem de dinheiro. O ministro também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao grupo.

O timing da operação chama atenção: na véspera da prisão, o mesmo ministro André Mendonça havia tornado facultativa a presença de Vorcaro na CPI do Crime Organizado, esvaziando o poder coercitivo da comissão sobre o banqueiro poucas horas antes de assinar o mandado de prisão preventiva.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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