O Conselho Curador do FGTS autorizou nesta terça-feira (28) o pagamento de R$ 13,04 bilhões do lucro de 2025 a 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada.
A distribuição corresponde a 89% do lucro total do fundo, de R$ 14,65 bilhões, e será creditada nas contas até 31 de agosto de 2026.
As consultas poderão ser feitas pelo site ou aplicativo da Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo.
Rentabilidade das contas supera a inflação
Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas do FGTS em 2025 chegará a 6,90%, o equivalente a um ganho real de 2,53 pontos percentuais acima da inflação. O IPCA, índice oficial de preços, fechou o ano passado em 4,26%.
A regra segue uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que determina que a remuneração do FGTS deve, no mínimo, acompanhar o IPCA todos os anos. Quando o lucro supera essa margem, a diferença é repassada aos trabalhadores.
Quem decide o repasse
A decisão foi tomada em reunião do Conselho Curador do FGTS nesta terça-feira (28). O colegiado reúne representantes do governo, dos empregadores e dos trabalhadores, e define anualmente o destino do lucro apurado pelo fundo.
A distribuição de parte dos resultados às contas vinculadas se repete há alguns anos, mantendo uma rotina já conhecida por quem tem saldo no FGTS.
Dinheiro cai na conta, mas nem sempre pode ser sacado
Apesar de o crédito do lucro ser automático, os valores depositados seguem as mesmas regras de saque do FGTS. Ou seja, entram no saldo do trabalhador, mas só podem ser retirados nas hipóteses previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria ou compra da casa própria.
A Caixa Econômica Federal, gestora operacional do fundo, disponibiliza no próprio site a lista completa das situações que autorizam o saque dos valores.
Enquanto o lucro é distribuído a 138 milhões de trabalhadores, outra fatia dos recursos do FGTS segue sob escrutínio do Banco Central, que liberou consulta a R$ 6,2 bilhões esquecidos em bancos, valores que chegaram a ser usados para cobrir calotes do programa Desenrola 2.0 e agora estão sob análise do TCU.
