O presidente Lula (PT) vai abrir sua campanha à reeleição no dia 16 de agosto, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista) — data que marca o primeiro dia liberado para atos de rua pelo calendário eleitoral de 2026.
O local foi escolhido por seu peso simbólico: é onde Lula reuniu multidões como líder sindical nas décadas de 1970 e 1980, no berço histórico do PT.
Para aliados, a data marca o retorno às origens numa disputa que pode ser a última candidatura presidencial do petista.
Mesma data do primeiro debate presidencial
O dia 16 de agosto também é a data marcada para o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República. Lula, porém, ainda não decidiu como serão suas participações em sabatinas e debates ao longo da campanha.
O comando da campanha petista deve se reunir nesta terça-feira (28) para definir quando e onde o presidente vai comparecer aos confrontos com os adversários.
Antes do ato na Vila Euclides, a legenda passa por outro marco: no próximo domingo (2), ocorre em São Paulo a convenção que deve oficializar Lula como candidato, dentro da leva de encontros partidários que se estende até 5 de agosto, prazo final para o fechamento de todas as chapas.
Na mesma convenção, deve ser confirmado o nome do atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como companheiro de chapa na disputa pela reeleição.
A escolha da Vila Euclides também tem relação com o caixa da campanha: o PT já havia reservado R$ 127 milhões do Fundo Eleitoral para reeleger Lula em 2026, verba que passa a ser usada oficialmente a partir do dia 16 de agosto.
Nas semanas anteriores ao início oficial da corrida, o petista intensificou a agenda de governo: foram 47 compromissos em 22 dias, ritmo acelerado antes de a lei eleitoral proibir pré-candidatos de participar de inaugurações de obras públicas.
O movimento reforça a estratégia da campanha de unir o simbolismo da militância sindical ao histórico recente à frente do governo, antes de o petista entrar oficialmente na disputa pelas ruas do país.