O mercado financeiro reduziu, nesta segunda-feira (13), a estimativa média para a inflação de 2026 de 5,30% para 5,16%, interrompendo uma sequência de 14 semanas seguidas de revisões para cima.
O dado consta do Boletim Focus, pesquisa do Banco Central (BC) com mais de 100 instituições financeiras, que também manteve em 14% a projeção para a Selic ao fim deste ano.
Juros ainda em queda, apesar da inflação mais alta
Mesmo com o avanço da inflação projetada para este ano e para os próximos, o mercado financeiro segue apostando em cortes na Selic. Hoje a taxa básica está em 14,25% ao ano, após três reduções em 2026.
Desde o início de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua, que fixa o objetivo em 3% ao ano, considerando-se dentro da meta uma variação entre 1,50% e 4,50%. Até a semana passada, o mercado vinha revisando a inflação de 2026 para cima havia 14 semanas seguidas, chegando a 5,30% — agora a trajetória finalmente se inverteu.
Mesmo em queda, a inflação projetada segue acima do teto de 4,50% da meta — cenário que já havia levado o Banco Central a anunciar o envio de uma carta explicativa ao Ministério da Fazenda.
PIB e câmbio seguem estáveis nas projeções
Para o crescimento do PIB em 2026, a estimativa do mercado se manteve em 1,99%. O resultado oficial de 2025 veio bem acima disso, com expansão de 2,3%, segundo o IBGE.
Já para 2027, a projeção de crescimento do PIB caiu para 1,65%. A estimativa de 1,99% para o PIB de 2026 segue bem mais conservadora que a do FMI, que na semana passada projetou crescimento de 2,4% para o Brasil.
No câmbio, as projeções permaneceram estáveis: R$ 5,20 por dólar ao fim de 2026 e R$ 5,28 por dólar ao término de 2027.
