Saúde

OMS suspeita que hantavírus se espalhou entre passageiros de cruzeiro em Cabo Verde

Sete casos identificados, três mortes confirmadas; navio deve seguir às Ilhas Canárias para investigação
Navio de cruzeiro ancorado em Cabo Verde com destaque para transmissão hantavírus entre passageiros em investigação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspeita que passageiros do cruzeiro ancorado em Cabo Verde já embarcaram infectados com hantavírus — e que a doença pode ter se espalhado entre pessoas durante a própria viagem.

Sete casos foram identificados até agora, entre confirmados e suspeitos. Três pessoas morreram, uma está em estado crítico e três apresentam sintomas leves.

Maria Van Kerkhove, diretora da OMS para preparação e prevenção de epidemias e pandemias, apontou para a hipótese de contágio anterior ao embarque — sem descartar a transmissão a bordo.

“Levando em consideração o período de incubação do hantavírus, que pode variar entre uma e seis semanas, supomos que foram infectados fora do navio e pensamos que pode ter acontecido uma transmissão inter-humana, entre pessoas em contato muito próximo”, afirmou.

A OMS confirmou dois casos e investiga outros cinco suspeitos entre passageiros e pessoas que já deixaram a embarcação. Três dessas pessoas já desembarcaram; quatro permanecem a bordo.

Casal holandês entre as vítimas fatais

Uma turista holandesa de 69 anos desembarcou na ilha de Santa Helena em 24 de abril com sintomas gastrointestinais e embarcou no dia seguinte para Joanesburgo. Morreu em 26 de abril; a infecção por hantavírus foi confirmada posteriormente.

O marido dela, de 70 anos, também morreu — enquanto ainda estava a bordo do cruzeiro.

A OMS informou que tenta localizar os demais passageiros do voo que partiu de Santa Helena com destino a Joanesburgo. “Já iniciamos as buscas para localizar os passageiros do voo”, disse a entidade em comunicado.

O navio deve seguir para as Ilhas Canárias, na Espanha, onde uma investigação epidemiológica completa será conduzida. Segundo Van Kerkhove, as autoridades espanholas se comprometeram a receber a embarcação para desinfecção total e avaliação de risco dos passageiros ainda a bordo.

O governo espanhol, no entanto, informou que ainda não tomou uma decisão oficial sobre a autorização para atracação. A indefinição mantém incerto o cronograma da operação.

No dia anterior, a OMS já havia classificado como baixo o risco de propagação do hantavírus no cruzeiro, que permanecia ancorado em Cabo Verde sem autorização para atracar. A reavaliação agora aponta para a possibilidade de transmissão inter-humana a bordo do MV Hondius, elevando o nível de atenção das autoridades sanitárias internacionais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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