Política

Juízes pedem ao STF prazo extra para se adaptar às novas regras dos penduricalhos

AMB alega que tribunais têm dificuldade de cumprir decisão de março antes do fechamento das folhas de maio
Pressão institucional: prazo penduricalhos STF magistrados refletido nas fachadas dramatizadas

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) protocolou nesta segunda-feira (27) pedido ao Supremo Tribunal Federal para suspender os efeitos da decisão que restringiu os chamados penduricalhos — verbas adicionais que permitem remunerações acima do teto do funcionalismo público.

O pedido, apresentado em conjunto com entidades do Ministério Público, alega que os tribunais enfrentam dificuldades para dar cumprimento às novas regras. A AMB solicita ao menos 30 dias de prazo a partir do julgamento dos embargos de declaração ainda pendentes no Supremo.

Em março deste ano, o STF determinou que a soma das vantagens adicionais não pode ultrapassar 70% do salário — limite dividido em duas parcelas de 35%, uma para verbas indenizatórias e outra para gratificações de natureza diversa. A decisão que as entidades agora pedem prazo para cumprir também manteve brechas que permitem remunerações totais de até R$ 78,8 mil mensais: a soma dos dois tipos de verbas pode acrescentar até R$ 32.456,32 ao salário base, levando o total a R$ 78.822,32 para quem recebe o teto do funcionalismo.

O argumento central da AMB é que o prazo de adaptação coincide com o fechamento das folhas de pagamento de maio. Para as entidades, essa circunstância configura um “fato extraordinário” que justificaria a concessão de novo prazo antes da efetiva aplicação das regras.

CNJ já havia regulamentado os parâmetros

A pressão sobre os tribunais se intensificou nas últimas semanas. Há menos de três semanas, o CNJ aprovou resolução regulamentando os parâmetros da decisão do STF — e o ministro Fachin já havia alertado que as folhas de maio exigiam adequação imediata, cenário que agora empurra magistrados e procuradores a buscar mais tempo junto ao Supremo.

Além da prorrogação do prazo, as entidades fazem um pedido específico: que a eventual suspensão dos efeitos da decisão não alcance a Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC). Segundo o documento, a exclusão desse benefício reduziria os impactos sobre a estrutura remuneratória da magistratura.

Aposentados e pensionistas concentram as perdas imediatas

A suspensão do pagamento de verbas retroativas — os chamados passivos — já provocou redução significativa nos rendimentos de aposentados e pensionistas. Para esse grupo, segundo o pedido, esses valores eram as únicas verbas recebidas de forma extraordinária, tornando o impacto mais direto e imediato do que para os magistrados em atividade.

As entidades solicitam que, caso o STF suspenda os efeitos da decisão até o julgamento dos embargos de declaração, seja autorizada a implementação imediata da PVTAC. A parcela já vinha sendo disputada: dias antes, o MPU autorizou a contagem de estágio em advocacia para acelerar o acesso ao benefício por procuradores.

Do ponto de vista processual, o pedido requer análise monocrática — por um único ministro —, com posterior referendo do plenário virtual do STF, que poderia ser convocado de forma extraordinária. Até o fechamento desta reportagem, o Supremo ainda não havia se pronunciado sobre o pedido.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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