Política

PF indicia 15 no caso Master, entre eles Vorcaro e o ex-presidente do BRB

Relatório parcial de mais de 700 páginas chega à PGR, e delegados pedem mais 60 dias para concluir perícias
Daniel Vorcaro diante do brasão da Polícia Federal: PF indicia Vorcaro caso Master, com 15 indiciados

A Polícia Federal indiciou 15 suspeitos no principal inquérito do caso Master, que apura esquemas envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Na lista estão Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e Augusto Lima.

Os indiciamentos fazem parte de um relatório parcial enviado nesta quarta-feira (28) à Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo o g1.

O núcleo estratégico apontado pela PF

No documento, a PF coloca Vorcaro e Costa no centro do esquema. Os dois formariam o “núcleo estratégico da organização criminosa” que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB entre 2024 e 2025.

Augusto Lima também está entre os indiciados. Os outros 12 nomes completam o grupo que, segundo os investigadores, participou das condutas ilegais apuradas no inquérito.

Investigação ainda não terminou

O relatório tem mais de 700 páginas, mas não encerra o caso. No mesmo documento, os delegados pedem mais 60 dias para continuar as investigações, concluir as perícias pendentes e apresentar um relatório complementar.

Quem vai decidir sobre o novo prazo é o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto isso, a PGR já recebeu o que a PF reuniu até agora.

Uma sequência de prazos estendidos

Não é a primeira vez que a investigação pede mais tempo. A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, já tinha conseguido a prorrogação do inquérito em março, por causa do volume de material apreendido que precisava passar por perícia.

Em julho, a previsão era de que a PF concluísse o inquérito das fraudes do Banco Master em agosto, com o indiciamento de Vorcaro. O indiciamento saiu agora, mas o relatório ainda é parcial.

Também em agosto, uma perícia da PF encontrou indícios de que mais diretores do BRB participaram das irregularidades. Na ocasião, a corporação pediu a Mendonça 60 dias de prorrogação, o mesmo prazo pedido no relatório entregue nesta quarta.