A Petrobras vai aumentar em R$ 1 por litro o preço de venda do diesel A às distribuidoras a partir desta quinta-feira (17), mas o reajuste não deve chegar ao consumidor final.
Isso porque o governo federal criou um subsídio de mesmo valor, válido por 30 dias, que compensa integralmente a alta e mantém os preços da estatal congelados nesse período.
Como funciona o subsídio
Segundo a Petrobras, o mecanismo garante que o valor de venda do diesel A para as distribuidoras permaneça o mesmo praticado até esta quarta-feira (16), mesmo com o reajuste anunciado. Em comunicado, a empresa afirmou que mantém a estratégia orientada pela participação de mercado, pela otimização dos ativos de refino e pela busca de rentabilidade sustentável.
A companhia também citou a volatilidade das cotações internacionais de petróleo e as oscilações do câmbio como fatores que a levam a evitar o repasse imediato das variações de custo aos preços internos.
Não é a primeira vez que o governo recorre a esse tipo de instrumento para segurar o preço dos combustíveis. Em março, a Petrobras já havia reajustado o diesel em R$ 0,38, e uma Medida Provisória com subsídio federal reduziu o impacto final ao consumidor para apenas R$ 0,06 por litro.
O caso da gasolina
O novo subsídio ao diesel repete um movimento adotado recentemente com a gasolina. Na última quinta-feira (10), a Petrobras retirou o desconto de R$ 0,44 por litro que dava à gasolina A vendida às distribuidoras, elevando o preço médio para R$ 3,05 por litro.
Mesmo assim, a companhia afirma que o combustível deve ficar mais barato ao consumidor, já que o governo anunciou um dia antes uma redução de R$ 0,63 nos tributos federais que incidem sobre o produto. Somando os dois efeitos, a Petrobras estima que o preço da gasolina, com tributos incluídos, fique R$ 0,19 por litro mais barato do que o praticado até a última quarta-feira (9).
O desconto retirado da gasolina havia sido criado em maio para neutralizar um reajuste técnico de R$ 0,48, no mesmo formato agora reeditado para o diesel.