O candidato à Presidência pelo Democrata, Wilson Grassi, declarou R$ 50 milhões em bens à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (13). O valor foi registrado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) junto com a candidatura da chapa.
A vice na chapa, Suêd Haidar, apresentou patrimônio de R$ 460 mil. Somados, os dois candidatos declaram R$ 50,46 milhões em bens à Justiça Eleitoral.
O que compõe o patrimônio da chapa
De acordo com o TSE, os R$ 50 milhões declarados por Grassi somam bens imóveis, posse e direito sobre imóveis financiados, participações societárias em empresas e participação em capital social de outras sociedades. O candidato, que é veterinário, concentra o grosso do patrimônio em ativos societários e patrimoniais, sem bens de outra natureza informados no registro.
Suêd Haidar, fundadora do Democrata e escolhida para a vice-presidência da chapa, declarou uma casa no Rio de Janeiro avaliada em R$ 300 mil, joias, quadros e objetos de arte que somam R$ 100 mil, e um veículo de R$ 60 mil. A definição do nome dela ocorreu depois da convenção que oficializou Grassi como candidato à Presidência, no início de agosto, quando o partido ainda não havia fechado a chapa.
Como o patrimônio de Grassi se compara a outros presidenciáveis
Até a noite desta quinta-feira (13), seis candidatos à Presidência já constavam registrados no TSE: além de Grassi, aparecem Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP) e Romeu Zema (Novo). Entre os já registrados, Renan Santos declarou R$ 795 mil em bens, patrimônio 63 vezes menor que o informado pela chapa de Grassi.
Prazo para registro de candidaturas ainda não terminou
O TSE informa que partidos, federações e coligações têm até as 19h desta sexta-feira (15) para protocolar os pedidos de registro de candidatura à Presidência. Isso significa que a lista de presidenciáveis pode aumentar nos próximos dias, com novos nomes e novas declarações de bens sendo incorporados ao sistema do tribunal.
Entre os seis nomes já registrados, o maior patrimônio segue sendo o de Romeu Zema, que declarou R$ 178,7 milhões — mais do que o triplo do valor somado pela chapa de Grassi e Haidar.