Política

CNJ afasta juiz flagrado bebendo vinho durante julgamento

Magistrado atacou STF, STJ e Alexandre de Moraes em vídeo após caso viralizar
Taça de vinho em destaque e sede do CNJ: o caso do juiz afastado bebendo vinho durante julgamento

O CNJ afastou nesta terça-feira (11) o juiz Milton Lívio Lemos Salles, do TJMG, flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento na segunda-feira (10). Ele fica impedido de atuar até decisão final da Corregedoria Nacional de Justiça.

A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais já havia determinado o afastamento imediato do magistrado e a redistribuição dos processos sob sua relatoria na área de direito de família.

O flagrante ocorreu na segunda-feira (10), quando participantes da sessão virtual perceberam que Milton Lívio “virava” uma garrafa de vinho e fumava, vestindo bermuda, enquanto conduzia o julgamento. Assim que o consumo da bebida alcoólica foi identificado, a sessão foi imediatamente suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O magistrado atua como juiz auxiliar em uma unidade de segunda instância do TJMG dedicada a processos de direito de família. Com o afastamento, os casos sob sua relatoria precisarão ser redistribuídos a outros julgadores, conforme já determinado pela Corregedoria-Geral de Justiça mineira.

Caso semelhante no TJMG

O episódio ocorre poucos meses depois de o CNJ aprovar processo disciplinar contra um desembargador mineiro acusado de crimes sexuais, mantendo o afastamento do magistrado já aprovado meses antes. Os dois casos reforçam a atuação recente do órgão fiscalizador sobre a conduta de magistrados mineiros.

Após a repercussão das imagens, Milton Lívio gravou um vídeo afirmando ser vítima de difamação. O conteúdo circulou pelas redes sociais e entre colegas do magistrado, ampliando a repercussão do caso.

Na gravação, o juiz também fez ofensas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao ministro Alexandre de Moraes e a desembargadores mineiros, além de fazer acusações de corrupção sem apresentar provas.

Punição pode chegar à perda do cargo

Caso o processo disciplinar avance, Milton Lívio pode enfrentar a sanção mais grave prevista para magistrados: a perda efetiva do cargo. Em março, o STF determinou que o CNJ deve aplicar essa punição em casos graves, encerrando a prática da aposentadoria compulsória remunerada.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

CNJ aprova disciplinar contra desembargador mineiro acusado de crimes sexuais

Dino determina perda de cargo como punição máxima para magistrados no CNJ

STJ demite servidor por suspeita de envolvimento em venda de sentenças

CNJ registra 126 magistrados punidos com aposentadoria compulsória em 20 anos

Páginas oficiais atribuem a Flávio Bolsonaro pós-graduação que ele não fez

Lula recebe Alcolumbre no Alvorada para destravar pauta no Senado