A economista Daniella Marques, responsável pela área econômica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), disse nesta segunda-feira (3) que o plano prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do PIB caso ele seja eleito presidente em 2026.
Segundo ela, a proposta também inclui a revisão do arcabouço fiscal e um enxugamento da estrutura do governo federal.
Quatro etapas do ajuste fiscal
De acordo com Daniella, o plano se divide em quatro frentes: a criação de um Conselho Superior de Governança Fiscal, a revisão do arcabouço para conter a trajetória da dívida em relação ao PIB, o corte de 1,5% do PIB em despesas e um “choque de gestão”, com redução e modernização da máquina pública.
Para chegar a esse número, ela citou a securitização da dívida ativa da União — que, segundo suas estimativas, poderia render entre R$ 200 bilhões e R$ 400 bilhões —, a criação de um fundo imobiliário com parte dos mais de 700 mil imóveis públicos, a antecipação de royalties, a revisão de estatais deficitárias e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas.
Como exemplo de estatal a ser revisada, ela mencionou os Correios, que encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões.
Vice ainda em aberto
Apesar do detalhamento das etapas, Daniella não especificou quanto cada medida deve contribuir para o corte de 1,5% do PIB nem quais despesas permanentes seriam cortadas do orçamento.
Cotada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, ela evitou confirmar o convite e disse apenas ser “uma honra ter o nome lembrado”. O candidato ainda não bateu o martelo sobre quem estará ao seu lado na disputa.
A proposta chega pouco mais de uma semana depois de o PL confirmar oficialmente a candidatura de Flávio à Presidência, ocasião em que o nome de Daniella já circulava como favorita para a vaga de vice. Em julho, ela já havia dividido palanque com o candidato no lançamento do plano “Brasil por Elas”, voltado a políticas para mulheres.