O Tesouro Direto vai desativar seu aplicativo próprio a partir de 17 de agosto, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (30). A partir dessa data, quem investe em títulos públicos federais precisará migrar para outros canais.
Os investidores poderão continuar operando pelo Portal do Investidor, site oficial do programa, ou pelo aplicativo da instituição financeira onde mantêm conta vinculada ao Tesouro Direto.
O que muda para quem investe
Com o fim do app, as funções de consulta de carteira, verificação de rentabilidade, aplicações, resgates e histórico de operações passam a ser feitas exclusivamente pelo Portal do Investidor ou pelo canal digital do banco ou corretora usado pelo investidor.
Segundo o programa, a decisão integra um processo de “construção de uma nova experiência” para os usuários, ainda sem data de lançamento. O Tesouro Direto não detalhou como será a nova plataforma nem se ela substituirá o aplicativo descontinuado.
Investimentos continuam garantidos
O Tesouro Nacional reforçou que a saída de circulação do aplicativo não interfere nos títulos já adquiridos. Valores aplicados, rentabilidade e demais dados da carteira permanecem preservados, sem necessidade de qualquer ação dos participantes.
A mudança ocorre em um momento de forte procura pelos títulos públicos, impulsionada pelo cenário de juros altos no país, que torna o Tesouro Direto uma das aplicações de renda fixa mais atrativas para quem busca segurança e rentabilidade previsível.
A migração para o Portal do Investidor também acompanha uma tendência mais ampla de concentração de serviços digitais do governo federal em plataformas únicas, movimento observado em outros programas ligados à administração pública.
Por ora, o Tesouro Direto não informou se haverá período de transição assistida para investidores menos familiarizados com o ambiente web, nem se o suporte ao aplicativo será mantido até a data de desligamento em 17 de agosto.
