O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou luto oficial de três dias em homenagem ao cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto, morto nesta quarta-feira (22) aos 98 anos, vítima de uma infecção pulmonar decorrente de pneumonia.
Conhecido como Barretão, ele foi um dos nomes mais influentes do cinema brasileiro, com participação em mais de 100 obras como diretor ou produtor e papel central no Cinema Novo, movimento que revolucionou o audiovisual nacional nos anos 1960.
Segundo Lula, “o cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto”, classificado pelo presidente como “o mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos”. Na mensagem, ele destacou a atuação do produtor desde os anos 1960, quando o Cinema Novo ganhou força com obras como “Vidas Secas” e “Terra em Transe”.
O presidente também citou a participação de Barretão em “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?” — os dois últimos representaram o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. Lula ressaltou ainda o papel do produtor na defesa de políticas públicas para o audiovisual brasileiro, revelando talentos e viabilizando produções que marcaram época.
Barretão estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde tratava uma infecção pulmonar decorrente de pneumonia. O velório acontece nesta quinta-feira (23), no Palácio da Cidade, em Botafogo.
Casado há 71 anos com a produtora Lucy Barreto, ele deixa os filhos Bruno e Paula, além de netos e bisnetos. Em nota, Lula prestou solidariedade à família: “eu e Janja deixamos um abraço muito carinhoso”. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, o produtor também assinou sucessos como “Bye Bye Brasil” e “Memórias do Cárcere”, consolidando-se como uma das figuras mais influentes da história do cinema nacional.
