Javier Milei discursou neste sábado (25) na convenção do Partido Liberal (PL), em evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, e criticou duramente o socialismo latino-americano.
O presidente argentino declarou confiança no amigo Flávio e citou Bolívia, Chile, Equador e Colômbia como exemplos de países que sofrem o mesmo padrão de desequilíbrio econômico atribuído a governos de esquerda.
Milei também reclamou de não ter sido autorizado a visitar Jair Bolsonaro, preso em prisão domiciliar, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Críticas às políticas econômicas da esquerda
Durante o discurso, Milei afirmou confiar “plenamente” em Flávio Bolsonaro e disse acreditar que o Brasil se juntaria a outros países da América Latina ao eleger um presidente de direita. Ele classificou os programas de transferência de renda como uma estratégia para comprar votos e evitar a perda de poder nas eleições seguintes.
“Depois, quando perdem, assume a direita, que precisa solucionar todos esses problemas, enquanto a própria esquerda, que os causou, ainda a culpa. Se ganha, ganha; se perde, também”, disse o argentino, citando Bolívia, Chile, Equador e Colômbia como exemplos do que chamou de desequilíbrio econômico regional.
Visita negada e comparação com Lula
Milei lamentou não ter conseguido visitar Jair Bolsonaro, preso em prisão domiciliar. A proibição citada por Milei remonta a uma decisão de Moraes tomada um dia antes, motivada pela divulgação de uma carta de Jair Bolsonaro aos brasileiros publicada por Flávio. “Estimado Jair, mando-lhe um abraço à distância […] querido Jair Bolsonaro”, declarou o argentino.
Ele ainda comparou a situação à de Lula, que recebeu políticos estrangeiros, incluindo o então presidente argentino Alberto Fernández, enquanto esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Para Milei, o episódio confirma o caráter vingativo dos responsáveis pela condenação de Bolsonaro.
A vinda de Milei ao Brasil ocorre em meio a escândalos na campanha de Flávio Bolsonaro e à baixa popularidade do próprio presidente argentino em seu país, o que leva analistas a enxergar sua presença mais como símbolo ideológico do que como força eleitoral capaz de influenciar o resultado das urnas.
A aproximação remonta a duas semanas antes, quando Milei confirmou a viagem ao Brasil e celebrou a chegada da “maré azul” à região, em referência ao avanço de líderes de direita que se consolida na América do Sul.
