A Receita Federal libera nesta sexta-feira (24), às 9h, a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. O lote soma R$ 4,61 bilhões e beneficia 2,74 milhões de contribuintes, a maioria fora das categorias prioritárias.
O valor cai na conta em 31 de julho. A consulta pode ser feita no site ou no aplicativo da Receita, em ‘Meu Imposto de Renda’, que também mostra pendências que travam o pagamento.
Como consultar a restituição
O contribuinte deve acessar o site da Receita Federal e clicar em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Consultar a Restituição”. A página permite consulta simplificada ou completa, com acesso ao extrato de processamento pelo portal e-CAC. O mesmo serviço está disponível no aplicativo da Receita para celulares e tablets, que também verifica a situação cadastral do CPF.
Quem identificar alguma pendência pode retificar a declaração diretamente pelo sistema. O órgão explica que, quando há divergência entre os dados informados pelo contribuinte e as informações que o Fisco possui — vindas da empresa empregadora ou de terceiros —, a declaração é retida na chamada malha fina. O e-CAC detalha qual é o problema e como resolvê-lo.
O terceiro lote de 2026 chega depois de o segundo lote, pago em junho, ter batido recorde histórico ao liberar R$ 16 bilhões a 9,58 milhões de contribuintes prioritários, o equivalente a 80% do total previsto para o ano.
Como corrigir dados bancários
Se houver erro na conta informada, o pagamento não é feito por medida de segurança — a Receita afirma que só deposita restituições em conta de titularidade do próprio contribuinte. Nesse caso, o crédito pode ser reagendado pelo Portal BB ou pela Central de Relacionamento do Banco do Brasil, dentro do prazo de até um ano contado da primeira tentativa. É preciso informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.
Quem não resgatar o valor dentro desse prazo precisa abrir um requerimento pelo Portal e-CAC. O calendário de pagamentos de 2026 segue em quatro lotes, e a expectativa é de que o ritmo se mantenha — em julho, a Receita já havia pago a restituição automática do cashback do IR a 4 milhões de contribuintes dispensados de declarar, movimento que antecipou a data de 31 de julho como o próximo pagamento regular.
