Economia

Receita libera 3º lote de restituição do Imposto de Renda nesta sexta

Depósito de R$ 4,61 bilhões chega a 2,74 milhões de contribuintes; veja como consultar e evitar a malha fina
Logo da Receita Federal em destaque em matéria sobre restituição imposto de renda 2026

A Receita Federal deposita nesta sexta-feira (31) o terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026, no valor de R$ 4,61 bilhões, destinado a 2,74 milhões de contribuintes em todo o país.

A maioria dos beneficiados não está entre as categorias prioritárias, como idosos e pessoas com deficiência. A consulta pode ser feita no site ou no aplicativo Meu Imposto de Renda, da Receita Federal.

Como consultar o terceiro lote

Para saber se está entre os contemplados, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A página permite uma consulta simplificada ou completa, com acesso ao extrato de processamento pelo e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte. O mesmo serviço está disponível no aplicativo para celulares e tablets da Receita.

O órgão reforça, em nota oficial, que “assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte”. Por isso, as rotinas de segurança do Fisco bloqueiam o crédito sempre que há erro nos dados bancários informados ou algum problema identificado na conta de destino.

Calendário em quatro lotes

O pagamento das restituições do IRPF 2026 está dividido em quatro lotes ao longo do ano, conforme cronograma da própria Receita Federal. O terceiro deles concentra os 2,74 milhões de contribuintes que não se enquadram nas categorias com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência ou doença grave e quem tem o magistério como principal fonte de renda.

Esse lote é diferente do pagamento automático do Imposto de Renda feito em 15 de julho a cerca de 4 milhões de contribuintes, um programa à parte destinado a quem teve imposto retido na fonte em 2025 sem obrigação de declarar.

O que fazer em caso de erro nos dados ou pendência

Se a restituição não cair por causa de dados bancários incorretos, o contribuinte tem até um ano, a partir da primeira tentativa de crédito, para reagendar o pagamento pelo Banco do Brasil, pelo Portal BB ou pela Central de Relacionamento. É preciso informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração para agendar uma nova tentativa. Quem não resgatar o valor dentro do prazo precisará abrir um requerimento pelo Portal e-CAC.

Como saber se caiu na malha fina

A consulta também revela se a declaração tem alguma pendência que impede o pagamento — a chamada malha fina. Nesses casos, a retenção costuma decorrer de divergências entre os dados informados pelo contribuinte e as informações que a Receita já possui, seja por erro do próprio declarante, da fonte pagadora ou de terceiros, como prestadores de serviço. O e-CAC indica qual é a divergência e orienta como corrigi-la, permitindo que o contribuinte retifique a declaração.