A Receita Federal libera nesta quarta-feira (15) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda, batizado de cashback do IR.
Cerca de 4 milhões de contribuintes que foram dispensados de declarar o imposto em 2025, mas tiveram valores retidos na fonte em 2024, vão receber até R$ 1.000 cada, somando R$ 500 milhões distribuídos pela Receita.
O crédito cai direto na conta vinculada à chave PIX CPF do contribuinte, sem necessidade de pedido prévio.
Como funciona a restituição automática
O modelo, batizado de cashback do IR, é um projeto piloto da Receita Federal para devolver valores retidos de quem não precisava declarar o imposto. A medida já havia sido anunciada no fim de junho, quando a Receita revelou que o cashback do IR pagaria até R$ 1.000 a 4 milhões de contribuintes que não precisaram declarar. Leia mais sobre o anúncio do benefício.
Nesse formato, o órgão cruza dados que já possui em suas bases para montar automaticamente uma declaração simplificada, sem exigir que o contribuinte inicie qualquer procedimento.
Consulta e ajustes na declaração
A partir desta quarta, o contribuinte pode acessar a área “Meu Imposto de Renda” pelo site ou aplicativo da Receita para conferir a declaração gerada automaticamente. O sistema tem as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional, permitindo revisar e corrigir informações antes da confirmação.
Para ter direito ao valor, o contribuinte precisa atender a todos os critérios definidos pela Receita para o programa piloto.
Nem todos os elegíveis vão embolsar o valor: cerca de 500 mil contribuintes ficaram de fora do cashback por não terem cadastrado a tempo uma chave PIX vinculada ao CPF. Entenda por que parte do público ficou sem o benefício.
O lote especial segue calendário próprio e não substitui o cronograma regular de restituições de 2026. Quem entregou a declaração dentro do prazo continua recebendo pelos lotes tradicionais, cujo próximo pagamento está previsto para 31 de julho.
Segundo a Receita, a iniciativa integra a estratégia de modernização tributária, com foco em automatizar processos e ampliar o acesso a valores pagos indevidamente. O órgão reforça que consultas e acompanhamento devem ser feitos apenas pelos canais oficiais, para evitar golpes.
