Negócios

Volkswagen pode elevar demissões a 100 mil com corte de mais 50 mil vagas

Oliver Blume aponta custos 20% acima da concorrência como motivo da nova rodada de cortes na Alemanha
Volkswagen em tom cinza sob skyline sombria da Alemanha, refletindo a crise das Volkswagen demissões 100 mil vagas

A Volkswagen pode demitir mais 50 mil funcionários em todo o mundo, o que elevaria para 100 mil o total de demissões avaliadas pela montadora alemã. O alerta foi feito nesta segunda-feira (13) pelo presidente-executivo Oliver Blume, em comunicado interno aos funcionários.

A maior fabricante de automóveis da Europa afirma que seus custos operacionais são 20% superiores aos da concorrência e avalia reestruturar fábricas na Alemanha, pressionada por tarifas e pela concorrência chinesa.

Segundo o comunicado interno, a Volkswagen identificou que sua estrutura de custos é cerca de 20% mais cara do que a dos concorrentes — lacuna que, em uma estimativa teórica, equivaleria à eliminação de outros 50 mil postos em todo o mundo. A empresa já havia fechado acordo para cortar 50 mil vagas em todo o grupo, incluindo as marcas Porsche e Audi, mas agora avalia uma segunda rodada de ajustes.

Impasse com representantes dos trabalhadores

O aviso de Blume veio depois que representantes dos funcionários cobraram explicações da diretoria sobre o plano de reestruturação apresentado ao conselho de supervisão na quinta-feira. Fontes com conhecimento do assunto afirmam que os representantes barraram as propostas, que previam o fechamento de quatro fábricas alemãs: Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm.

Blume disse que a companhia ainda não encontrou um uso economicamente viável para essas unidades ao longo da década de 2030, mas afirmou preferir buscar “soluções inteligentes” em vez de simplesmente encerrar a produção nelas.

Alternativas em estudo

Entre as opções discutidas para as fábricas ameaçadas estão o uso das instalações pela indústria de defesa e a produção, na Europa, de modelos da Volkswagen desenvolvidos originalmente na China — uma forma de aproveitar a estrutura industrial já instalada sem fechar as portas.

Dias antes desse comunicado, o conselho fiscal da Volkswagen já havia discutido em Wolfsburg o fechamento de quatro fábricas alemãs e a possibilidade de eliminar até 100 mil vagas, plano que os representantes dos trabalhadores acabaram barrando naquela ocasião.

A pressão por reestruturação se soma a fatores externos: bilhões de euros em custos com tarifas de importação e a concorrência crescente de montadoras chinesas no mercado global corroem as margens da Volkswagen, que tenta reequilibrar sua rede de fábricas na Alemanha.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Marinha dos EUA anuncia novo bloqueio no Estreito de Ormuz para terça

Escassez de chips derruba vendas globais de smartphones a menor nível em 13 anos

Ministério notifica Apple e Google por apps de apostas irregulares

Lula acusa Trump de ‘pirataria’ por taxar 20% no Estreito de Ormuz